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Política Presidente do Senado disse que ligou para o ministro das Relações Institucionais se desculpando por não tê-lo citado durante sessão no Congresso

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Na avaliação do presidente do Senado, o ministro Haddad fez um esforço significativo ao propor reduções de despesas importantes. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Após críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, sobre a articulação política do governo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, entrou em cena como mediador do conflito.

Pacheco telefonou para o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para pedir desculpas pelo nome do ministro não constar na ata de agradecimento da sessão solene que promulgou a Reforma Tributária.

Segundo Pacheco, ele explicou a Padilha que houve um erro do cerimonial. A ausência de menção a Padilha foi ironizada pela cúpula da Câmara.

Apesar do mea culpa, o presidente do Senado não soube responder qual seria a participação de Padilha na costura da Reforma.

“Na Reforma Tributária não identifiquei tanto [atuação de Padilha], mais a posição de Haddad e Arthur na Câmara e Eduardo Braga no Senado”, disse.

O ministro Alexandre Padilha minimizou as críticas e disse que “está muito feliz por tudo que foi aprovado, contrariando as previsões de muita gente”.

Base

Ao fazer um balanço do ano, nessa sexta-feira (22), o presidente do Senado avaliou que a base do governo na Casa é “bem apertada” e disse que a oposição é “relevante”.

O peso da oposição foi exposto já no começo do ano, quando o presidente do Senado disputou a reeleição no cargo. Ele obteve apoio do governo e 49 votos, mas viu seu principal adversário, o senador Rogério Marinho (PL-RN), ser endossado por 32 senadores. De acordo com Pacheco, a disputa foi nacionalizada e virou parte da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Senado, de composição mais conservadora, também está a frente de movimentos como enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a Casa que aprovou emenda para limitar decisões isoladas de ministros da Corte contra projetos aprovados no Congresso.

“(A base do governo) é bem apertada, disse (isso) ao presidente Lula”, contou Pacheco, durante um café da manhã com jornalistas na residência oficial. Na visão do senador, o placar apertado da aprovação de Flávio Dino para o STF mostrou uma base “fragmentada”. A indicação do ministro da Justiça para a Corte passou com 47 votos a favor e 31 contra.

Com a base “bem apertada”, a aprovação de projetos do governo depende da matéria. “Há um centro que ora vota com a oposição, ora vota com o governo”, afirmou o presidente do Senado. Ele disse que fez apelos a vários senadores pela aprovação da Medida Provisória (MP) da subvenção do ICMS. Pacheco também disse que a relevância da oposição na Casa também se refletiu no placar apertado da reforma tributária, que foi aprovada com 53 votos a 24, apenas quatro acima do necessário.

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