Terça-feira, 31 de Março de 2020

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Grêmio Presidente do Sindicato dos Atletas do RS indica que os jogadores devem aceitar proposta por férias antecipadas

Competições seguem paralisadas em virtude do Covid-19

Foto: (Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Com a paralisação do futebol, os clubes e jogadores passam a tratar das condições para o pagamento dos vencimentos. Após a apresentação da proposta da Comissão Nacional dos Clubes, com a previsão de férias antecipadas e redução de salário, o presidente do Sindicato dos Atletas do RS, Paulo Mocellin, indicou as possibilidades que podem ser aceitas pelo profissionais da bola.

“O Sindicato não assina decisão alguma sem o aval dos atletas. A princípio, o que está mais sendo aceito por eles é a questão das férias coletivas sendo antecipadas. Pagamento de março integral e férias antecipadas é o que mais tem se aproximado. Mas ainda é um início de tendência para isso. Essa deve ser a proposta dos atletas pra abrir negociação”, declarou Mocellin, em entrevista à Rádio Grenal.

Na última segunda-feira, a Comissão Nacional de Clubes (CNC), apresentou uma proposta para a Federação dos Atletas Profissionais de Futebol para a resolução de questões trabalhistas envolvendo os clubes e atletas. Entre as medidas estão a concessão de férias coletivas de 20 dias e a redução de remuneração dos atletas em 25% durante o período de suspensão das competições.

Apesar do bom senso pela situação de saúde pública, em virtude do coronavírus, o presidente Sindicato dos Atletas do RS não crê que as propostas apresentadas sejam aceitas em nível nacional. Cada clube deve negociar com seus jogadores, tendo em vista a condição financeira individual dos times.

Além disso, Mocellin destacou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisa prestar auxílio as equipes, especialmente, aos com menor poderio financeiro:”Querendo, fazendo uma forcinha, eu sei que há possibilidade de pagar o que os atletas estão pedindo. A CBF tem que se mexer também, tem que ajudar. Tem atletas de clubes menores que vão sofrer com essa situação. A CBF teria que dar um aporte financeiro para a Federação Gaúcha. Além do Gauchão, temos a Divisão de Acesso que ficará para o segundo semestre. A CBF não pode só mexer nas datas, tem que dar a solução, dar suporte.”

Depois da medida de suspensão indeterminada da Divisão de Acesso, uma nova reunião na Federação Gaúcha de Futebol (FGF) deve ocorrer na sexta-feira, para definir o futuro da disputa do Campeonato Gaúcho, que momentaneamente foi paralisada por 15 dias.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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