Quinta-feira, 09 de Julho de 2020

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Mundo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anuncia o fim de privilégios para Hong Kong

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Na semana passada, o presidente Donald Trump afirmou que a pandemia estava "desaparecendo". (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai impor sanções a alguns cidadãos chineses e que ordenou ao governo americano que inicie o processo de eliminar as vantagens comerciais concedidas a Hong Kong, incluindo benefícios tarifários para exportações e um tratado de extradição.

As medidas fazem parte da resposta dos EUA à China, cujo parlamento aprovou nesta sexta-feira a polêmica lei de segurança nacional para Hong Kong, que, na opinião de Trump, “amplia o alcance do aparelho de segurança da China a um antigo reduto da liberdade”. “Isso é uma tragédia para o povo de Hong Kong, o povo da China e o mundo”, declarou Trump na Casa Branca.

Ele afirmou que assinará um decreto “para suspender a entrada de certos cidadãos estrangeiros da China” que os EUA “identificarem como riscos em potencial para a segurança”. Além disso, prometeu que o governo americano desenvolverá alternativas para “sancionar os funcionários do governo da China envolvidos diretamente na erosão da autonomia de Hong Kong e na asfixia da liberdade” da região. “Nossas ações serão fortes, nossas ações serão significativas”, anunciou.

Em resposta, a China considerou que a ação dos Estados Unidos interfere “grosseiramente” nos assuntos internos chineses e está “destinada ao fracasso”, segundo um editorial do jornal People’s Daily, porta-voz oficial do Partido Comunista Chinês.

“Este ato hegemônico de tentar interferir nos assuntos de Hong Kong e interferir grosseiramente nos assuntos internos da China não vai assustar o povo chinês e está destinado ao fracasso. Forçar a China a fazer concessões por meio de chantagem ou coação é ilusório. Só podem estar sonhando acordados”, afirma o editorial do People’s Daily.

Os EUA concederam vantagens comerciais a Hong Kong após a transferência do domínio britânico para a China, em 1997. A decisão de Trump implica a revogação do status especial de Hong Kong.

Críticos dizem que a votação de quinta-feira no Congresso Nacional do Povo para impor uma nova legislação de segurança em Hong Kong na prática acaba com a promessa de Pequim de manter as instituições civis, jurídicas e econômicas o território separadas, sob a estrutura de “um país, dois sistemas”.

“A China substituiu sua fórmula prometida de um país, dois sistemas, por um país, um sistema”, afirmou Trump. A nova lei proíbe “qualquer ato de traição, separação, rebelião, subversão contra o Governo Popular Central, roubo de segredos de Estado, a organização de atividades em Hong Kong por parte de organizações políticas estrangeiras e o estabelecimento de laços com organizações políticas estrangeiras por parte de organizações políticas de Hong Kong”.

Ainda não está claro que impacto a decisão dos EUA terá sobre as empresas americanas que operam em Hong Kong ou sobre a posição da cidade como o principal centro financeiro da Ásia.

Pequim ainda não deu pormenores sobre quais medidas específicas serão adotadas em resposta, embora o editorial do People’s Daily afirme que a China está preparada para fazer um “contra-ataque decidido”.

Em Hong Kong, no sábado, a secretária de Justiça, Teresa Cheng, do governo pró-China, afirmou ser “completamente falso e errado dizer que o território está perdendo sua autonomia”. “As autoridades centrais da China têm o direito absoluto de tomar medidas de segurança nacional em relação a Hong Kong. Qualquer Estado que tente usar coação ou qualquer outro meio com o objetivo de interferir no direito soberano de um Estado de aprovar sua própria lei de segurança nacional está, sem dúvida, infringindo o princípio de não intervenção sob o poder público e direito internacional e isso não é aceitável”, disse Cheng.

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