Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2017
O governo da China anunciou que vai limitar os seus fornecimentos de petróleo para a Coreia do Norte, como parte das sanções impostas pela ONU (Organização das Nações Unidas) como forma de pressionar o regime de Pyongyang a desistir de seus testes balísticos e nucleares, que têm sido motivo de grande tensão política no cenário internacional.
O Ministério do Comércio chinês detalhou que o país – maior parceiro comercial dos norte-coreanos – limitará o fornecimento de produtos de petróleo refinado a partir do primeiro dia de outubro. As autoridades de Pequim também confirmaram que proibirão as importações de tecidos norte-coreanos, uma das maiores fontes de receita externa do país asiático governado pelo ditador Kim Jong-un.
Embora esteja autorizado o fornecimento de petróleo refinado e de seus derivados até o final do mês de setembro, a exportação de gás natural e petróleo condensado já estão vetadas imediatamente. Com a ação, a China pretende barrar o uso de petróleo no abastecimento e avanço do projeto nuclear do regime de Pyongyang.
O comunicado do Ministério não chega a informar de forma precisa os valores totais envolvidos na exportação do petróleo refinado para a Coreia do Norte. Não foi informado quanto Pequim lucra e quanto deixará de receber a partir da instalação da medida, justificada pela resolução nº 2375 do Conselho de Segurança da ONU, que trata da gestão específica para determinados produtos comercializados com a Coreia do Norte.
Poder econômico
A China é aliada de longa data da Coreia do Norte, mas tem expressado frustração com o regime de Kim Jong-un, mostrando-se disposta a aceitar as propostas de sanções definidas pelas Nações Unidas. Na avaliação de analistas internacionais, a realidade é que, se realmente quisesse, Pequim poderia colocar “de joelhos” a economia do país-vizinho. Bastaria, por exemplo, interromper o fornecimento de óleo e gás ao aliado.
Isso, sem falar nos bancos: acredita-se que a Coreia do Norte pratica a lavagem de altas somas de dinheiro por meio de instituições financeiras chinesas. E o governo chinês, que certamente sabe disso, poderia fechar essa “torneira” a qualquer momento.
Essa retaliação só não é feita por uma razão simples: por mais que não aprecie a instabilidade política regional e internacional provocada pelo programa nuclear norte-coreano, a China tem medo de um colapso do regime norte-coreano. Afinal, isso daria margem à reunificação das Coreias (separadas após a guerra da década de 1950) e ao domínio pelo coirmão rico do Sul.
O governo de Seul, que conta com o apoio dos Estados Unidos, poderia deixar que tropas norte-americanas se instalassem bem pertinho da fronteira chinesa. Para evitar esse cenario, o regime de Pequim ainda sinaliza estar disposto a aturar por muito mais tempo as “estripulias” da Coreia do Norte.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!