Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2015
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta segunda-feira um plano de cinco anos para enfrentar a difusão do extremismo islâmico entre os muçulmanos no Reino Unido.
Falando em Birmingham, o premier invocou “um país mais unido” e reconheceu a “falência da integração”, denunciando como uma “tragédia” o fato que os jovens que nascem no país “não se identifiquem como britânicos”.
Explicando os pontos principais do projeto, Cameron destacou que seu governo quer desmistificar a ideia de que viajar para lutar na Síria e aderir ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) tenha “glamour”.
Para o líder político, é preciso fazer com que os jovens entendam que a aventura jihadista “não é excitante” e que o destino dos meninos é a morte. Já para as adolescentes, ir para os confins do EI é se “tornar escravizadas e abusadas sexualmente”.
Cameron ainda ressaltou que não há um combate à religião no país, mas apenas aos extremistas que deturpam a visão e os valores religiosos.
Segundo dados oficiais, são 2,7 milhões de pessoas que seguem a religião no Reino Unido. Estima-se que, desde que o EI começou a ganhar força, mais de 700 jovens britânicos tenham deixado o país para se unirem aos terroristas na Síria. (JB)
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