Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2015
O cenário político continua a pesar sobre os negócios no mercado financeiro no Brasil, com a tensão entre Executivo e Legislativo e a Operação Lava-Jato derrubando a cotações das ações de empresas estatais.
O dólar encerrou o pregão a 3,202 reais na compra e a 3,204 reais na venda, leve alta de 0,25% ante o real, após ter atingido a máxima de 3,225 reais. Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), o índice de referência fechou em queda de 1,42%, aos 51.600 pontos, menor patamar desde o fim de março.
As ações da Petrobras tiveram queda acentuada. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da estatal registraram recuo de 5,35%, cotados a 10,79 reais. Os ordinários recuaram 6,02%, a 11,86 reais. A queda se acentuou após a PF (Polícia Federal) indiciar o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, pelos crimes de fraude em licitação e corrupção passiva com base nas investigações da Lava-Jato. Outras sete pessoas também foram indiciadas. Já a Justiça Federal do Paraná condenou três ex-dirigentes da Camargo Corrêa investigados na operação da PF.
O ambiente político e a Lava-Jato também contribuíram para a queda de outras ações de estatais. Reportagem do jornal Valor mostrou que o escritório de advocacia norte-americano Rosen Law Firm está preparando uma ação contra a Eletrobras. As preferenciais registraram queda de 1,62% e os as ordinárias recuaram 2,40%. Já as ações da Braskem, que tem como sócios controladores a Petrobras e a Odebrecht, recuaram 5,18%. (AG)
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