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Geral Primeiro-ministro de Israel rejeita cessar-fogo proposto pelo Hamas

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Netanyahu também anunciou mais uma ofensiva em Rafah. (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou nessa quarta-feira (7) a contraproposta “delirante” do grupo terrorista Hamas para um plano de cessar-fogo que levaria ao fim da guerra em Gaza, que completou quatro meses, e ordenou que o Exército preparasse uma ofensiva contra Rafah, cidade mais ao sul do enclave palestino. Segundo ele, a vitória israelense é “questão de meses”.

“Render-se às condições delirantes do Hamas levará a outro massacre e trará uma grande tragédia para Israel que ninguém estaria disposto a aceitar”, disse Netanyahu em um discurso televisionado nessa quarta-feira.

O anúncio coincide com a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, a Israel, para discutir um acordo de trégua.

Há vários dias, teme-se uma ofensiva em Rafah, cidade fronteiriça com o Egito, que agora abriga a maioria da população do território palestino, que fugiu para o sul devido aos combates travados desde outubro. Mais de 1,3 milhão de deslocados, cinco vezes a população inicial da cidade, estão em Rafah em condições desesperadoras, segundo a ONU.

“Nossos soldados heróicos estão lutando atualmente em Khan Younis, principal reduto do Hamas. Demos a ordem às Forças de Defesa de Israel para prepararem uma operação em Rafah, assim como em dois acampamentos [de refugiados], os últimos redutos restantes do Hamas”, declarou o chefe de governo israelense. “A vitória está ao alcance das mãos. Não é uma questão de anos ou décadas, é uma questão de meses.”

Segundo o premiê, a pressão militar sobre o Hamas é necessária para garantir a libertação dos reféns israelenses mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, quando o grupo fundamentalista palestino deixou mais de 1,2 mil mortos em Israel – o pior ataque contra o país desde sua formação, em 1948.

“A operação militar para desmantelar o Hamas continuará até o fim”, afirmou Netanyahu.

Nova rodada

O Egito e o Catar acolherão uma nova rodada de negociações no Cairo para tentar alcançar a “calma na Faixa de Gaza” e a troca de prisioneiros palestinos por reféns capturados de Israel a partir de quinta-feira, um dia depois de vir a público detalhes da proposta do grupo terrorista Hamas para um plano de cessar-fogo.

Avi Hyman, porta-voz do governo israelense, afirmou que o Mossad (serviço de Inteligência externa de Israel) “está analisando de forma atenta o que nos foi apresentado”. Em nova visita à região, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, indicou que espera chegar a um acordo, mas alertou que há “muito trabalho a fazer”.

A contraproposta do Hamas foi apresentada na terça-feira a partir de um esboço elaborado pelo Catar, Egito e os Estados Unidos durante negociações no mês passado em Paris. Recebida com otimismo pelos mediadores, a resposta do grupo para uma nova trégua – em novembro, uma paralisação temporária dos combates possibilitou a libertação de mais de 100 das quase 240 pessoas mantidas como reféns – inclui, contudo, a reivindicação de uma retirada militar israelense completa de Gaza, algo até agora rejeitado publicamente pelo Estado judeu, que prometeu sair somente após a eliminação completa do grupo fundamentalista islâmico.

Nem o Hamas nem Israel divulgaram formalmente detalhes sobre o texto. Mas o jornal libanês Al-Akhbar, considerado próximo do grupo xiita libanês Hezbollah, um aliado do Hamas, publicou uma versão vazada nessa quarta-feira, oferecendo a visão mais detalhada até agora dos termos do grupo para pôr fim aos combates. Sob condição de anonimato, um alto integrante do Hamas e uma autoridade israelense confirmaram que o texto correspondia à contraproposta do Hamas. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias AFP.

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