Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de janeiro de 2016
A crise política no Brasil, em especial o escândalo de corrupção na Petrobras, deve ser motivo de “saia justa” durante o Fórum Econômico Mundial, que se reunirá a partir de quarta-feira em Davos, na Suíça. Isso porque a entidade considerava o empreiteiro Marcelo Odebrecht como seu “copresidente para a América Latina”.
O executivo, preso desde junho pela Operação Lava-Jato, também havia sido escolhido (em 2006) como um dos Jovens Líderes Mundiais, projeto ligado ao Fórum. O objetivo, segundo os organizadores, é “valorizar as pessoas mais brilhantes, ambiciosas, corajosas e empreendedoras no cenário econômico internacional, dedicando parte de seu tempo para, juntas, moldarem um futuro melhor” para o planeta.
Fontes ligadas à entidade sediada em Genebra (Suíça), no entanto, admitiram que Marcelo havia sido desligado da iniciativa, no início do ano, por conta das suspeitas que já circulavam contra o empreiteiro, mesmo antes de sua prisão pela força-tarefa da Polícia Federal.
Outro destaque entre os selecionados pelo Jovens Líderes Mundiais era o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual e também detido no Brasil. Mas, de acordo com o Fórum, há cerca de dois anos ele deixou de fazer parte da iniciativa.
Os constrangimentos não param aí: em 2015, a entidade suíça já havia desfiliado também a Petrobras de uma iniciativa voltada para o combate à corrupção. (AE)
Os comentários estão desativados.