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Mundo Processos judiciais mancham a reta final do governo Kirchner

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De acordo com o jurista Andrés Gil Domínguez, o Judiciário atuará nos próximos meses e muitas autoridades serão vistas caminhando pelos tribunais, talvez até a própria Cristina, envolvida em processos sobre lavagem de dinheiro. (Foto: Enrique Marcarian/Reuters)

O governo da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, foi, nos últimos dias, alvo de vários procedimentos e decisões judiciais desfavoráveis. Na mesma semana, o juiz federal Claudio Bonadio ordenou uma devassa no Banco Central, suspeito de estar realizando manobras ilegais no mercado cambial, e processou o diretor do Pami (o INSS – Instituto Nacional do Seguro Social – local), Luciano Di Cesare, por improbidade administrativa.

A sala II da Câmara Federal declarou inconstitucional uma lei de 2006 que reduziu o número de membros do Conselho da Magistratura (órgão encarregado de designar e punir juízes). Além disso, o juiz federal Norberto Oyarbide absolveu 65 militares e civis que foram denunciados pela ex-ministra da Defesa Nilda Garré, em 2008, por suposta corrupção.

“Existe uma relação inversamente proporcional entre a velocidade da Justiça e o poder. Quanto mais poder, mais lenta é a Justiça, e vice-versa”, disse o jurista Andrés Gil Domínguez. De acordo com ele, o Judiciário atuará nos próximos meses e muitas autoridades serão vistas caminhando pelos tribunais, talvez até a própria Cristina, envolvida em processos sobre lavagem de dinheiro. (AG)

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