Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Brasil Procurador da força-tarefa da Operação Lava-Jato avalia que a eventual saída de Michel Temer, por renúncia, impedimento ou cassação, não mudaria em quase nada os rumos da investigação

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Dallagnol é o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Ministério Público Federal (MPF), afirmou nesta terça-feira que uma eventual saída do presidente Michel Temer (PMDB) da Presidente, por renúncia, impedimento ou cassação, não mudaria em “quase nada” os rumos da Operação Lava Jato.

Ao dar uma entrevista durante o lançamento de seu livro A Luta Contra a Corrupção, na capital paulista, Dallagnol afirmou que mudança de governo não significa fim da corrupção e que outros investigados assumiriam o poder na eventual queda do peemedebista. “Mudança de governo, atualmente, não é nenhum caminho andado contra a corrupção. Se cair Temer, vão assumir outras pessoas que estão sendo investigadas por corrupção”, disse.

Ele afirmou que o MPF não se manifestará sobre o impeachment de Michel Temer, assim como não emitiu opinião sobre o impedimento de Dilma Rousseff (PT) no ano passado. Em declarações anteriores, Dallagnol já afirmou que o impeachment da petista não estancou a prática de crimes investigados na Operação.

O procurador disse ainda que o foco da Lava Jato é combater a corrupção contra todos os políticos que a praticam, “seja o presidente” ou quem for.

O investigador prega ainda uma “grande renovação” no Congresso brasileiro em 2018. O procurador defendeu que a sociedade escolha, nas próximas eleições, políticos que não sejam investigados ou denunciados por crimes de corrupção e que apoiem o fim do foro privilegiado. Ele ainda comentou a tendência de “outsiders” se apresentarem para governar o País. Como candidatos, o chefe da Lava Jato no MPF disse que empresários, cientistas e professores precisam concorrer no pleito.”Nós precisamos que seja da política, agora, precisamos de política renovada, pessoas de bem que não entrariam na política se não para o bem da sociedade”, declarou. (Daniel Weterman/AE)

 

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