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Economia Produção recorde de soja, milho e pecuária puxam o PIB do agronegócio no Brasil

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O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio perdeu ritmo no primeiro trimestre deste ano, com evolução de 0,7% em relação a igual período de 2025. (Foto: Reprodução)

O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio perdeu ritmo no primeiro trimestre deste ano, com evolução de 0,7% em relação a igual período de 2025. No ano passado, nesse mesmo período, a alta havia sido de 12,9% sobre 2024. Embora a safra deste ano deva ser recorde, a base de comparação se encurtou.

Os principais fatores de peso para a evolução da taxa foram a produção recorde de soja, a safra de verão de milho e a pecuária – esta última com aumento crescente nos últimos anos. Apesar dessa taxa menor de crescimento no início deste ano, o PIB do agronegócio ainda mantém evolução de 7,5% nos últimos quatro trimestres, em relação a igual período anterior.

Alguns produtos, como o arroz, que estiveram na lista dos que impulsionaram o PIB no início do ano passado, pressionaram a taxa para baixo nesse ano. A produção do cereal, após o recorde de 12,7 milhões de toneladas de 2025, caiu 11% neste ano, para 11,3 milhões. O arroz tem a colheita concentrada no primeiro trimestre do ano. A oferta de feijão da primeira safra também foi menor, recuando para 989 mil toneladas. Alta de custos, riscos climáticos e patamar baixo de preços desses produtos levaram os produtores a reduzir área.

O grande impulso do PIB nos três primeiros meses do ano foi a soja, cuja safra foi reavaliada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia) e, agora, está estimada em 174 milhões de toneladas, 5% a mais do que a anterior. Em 2025, a oleaginosa já havia registrado alta de 13%. Laranja, fumo e mandioca mantêm produção estável.

Ainda no setor de grãos, o milho de verão teve bom desempenho, com a produção chegando a 30 milhões de toneladas, 15% a mais do que a do ano anterior. O líder nacional nesse período do ano, o Rio Grande do Sul, teve uma evolução de 22% na safra. O clima foi mais favorável, e a safra total de grãos de 2025/26 do país, estimada inicialmente em 333 milhões de toneladas, deverá ficar em 349 milhões, conforme a previsão mais recente do IBGE.

A pecuária continua sendo um fator decisivo para a alta do PIB. Os dados do primeiro trimestre deste ano indicam um aumento no número de abates de animais e elevação na produção de carne, em relação a igual período de 2025. A avicultura colocou 7% a mais de carne de frango no mercado no período; a pecuária bovina, 5% a mais, e a suinocultura, 3% a mais.

O PIB do agro nos próximos trimestres deverá receber ainda o incentivo do café, que terá uma produção recorde de 66 milhões de sacas neste ano, segundo o IBGE. A produção de café arábica sobe 20% no ano. A segunda safra de milho, a chamada safrinha que ocorre no inverno, no entanto, influenciará negativamente o indicador nacional. A colheita deste ano está prevista em 109 milhões de toneladas, 6% a menos do que a anterior.

O PIB do agronegócio do segundo semestre terá também a influência negativa do trigo, que está sendo plantado nesse período do ano. Desanimados com os preços, os produtores estão reduzindo a área de cultivo, e a produção deverá cair para 7,3 milhões de toneladas, 7% a menos do que em 2025, segundo o IBGE.

O PIB do setor teve evolução de 2% nos três primeiros meses do ano, em relação aos três últimos do ano passado. Essa alta é normal, uma vez que boa parte da produção de grãos se concentra no início de ano, como arroz, milho verão e soja. Já a pecuária deste início de ano mostrou ritmo menor de produção do que vinha obtendo no segundo semestre de 2025, segundo o IBGE.

A participação da agropecuária no PIB geral é de 7,1%, o maior percentual desde os 7,7% de 2021. O setor ganhou participação em relação à indústria, que perdeu representatividade no indicador. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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