Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
11°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Produtor do filme sobre Jair Bolsonaro nos Estados Unidos se negou a passar documentos à Polícia Federal

Compartilhe esta notícia:

No entanto, os contratos com os atores americanos não foram apresentados.(Foto: Reprodução)

O americano Michael Brian Davis, sócio da produtora GoUp Entertainment, disse que os documentos solicitados pela Polícia Federal (PF) sobre gastos com o filme “Dark Horse” nos Estados Unidos só serão entregues se houver determinação da Justiça americana.

A manifestação consta em e-mail enviado por Michael à sua sócia, a brasileira Karina Gama, em 2 de setembro, e foi juntada ao inquérito que apura se a peça cinematográfica, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi financiada com dinheiro do Banco Master. Na sexta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirou o sigilo das investigações.

Entre os documentos protocolados pela GoUp, estão centenas de notas fiscais de hospedagem de atores e equipe de filmagem, comprovantes de transferências bancárias e contratos com atores brasileiros. No entanto, os contratos com os atores americanos não foram apresentados.

“Eventuais requisições de autoridades brasileiras que envolvam documentos ou dados sob jurisdição americana devem ser formalizadas exclusivamente pelos canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional competentes, incluindo, quando aplicável, carta rogatória ou pedido de assistência judiciária mútua, de modo que qualquer produção, exibição ou entrega de documentos ocorra somente mediante ordem emanada de juiz norte-americano, assegurando à empresa o amparo legal do processo e o direito ao contraditório”, escreveu Davis.

Em junho, a GoUp apresentou uma perícia privada sobre os gastos com o filme, descrevendo os valores de forma superficial. Segundo o documento, 13,4 milhões de dólares teriam sido usados nos Estados Unidos. O documento não detalha como esse dinheiro foi gasto.

Suspeita de financiamento irregular

Uma das suspeitas da PF é que parte dos recursos tenha sido usada para financiar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) no País. O fundo tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, que pertence ao advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo. O ex-deputado vive no País desde fevereiro de 2025 e é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter articulado sanções contra autoridades brasileiras.

Além da investigação sobre uso de dinheiro do Banco Master para custeio de “Dark Horse”, há dois procedimentos que apuram a possível destinação de recursos públicos na obra. Um deles diz respeito ao contrato de 108 milhões de reais entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) para instalar pontos de Wi-Fi na periferia da Capital. A entidade tem Karina Gama, sócia da GoUp, como representante. Desde a última quinta-feira, a apuração, até então conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, tramita com o ministro do STF Flávio Dino.

O outro inquérito, que também está sob a alçada do magistrado, faz referência a emendas parlamentares enviadas por deputados federais ao ICB. A suspeita é que os recursos tenham ido parar na GoUp por meio de triangulação com empresas intermediárias. Também na quinta-feira, 49 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no âmbito dessa investigação.

Gastos com peruca e segurança do ator

Notas fiscais e comprovantes de transferências bancárias indicam que a produtora do filme “Dark Horse” gastou mais de 800 mil reais em segurança e peruca do ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, durante gravações em São Paulo. As despesas com o filme também incluem 10 mil reais com a peruca usada por Caviezel nas filmagens e 3 mil reais com apliques de cabelo usados pela atriz que interpreta a personagem Michelle Bolsonaro.

Principal nome do elenco envolvido com a produção cinematográfica, Caviezel, seus assessores e um segurança ficaram hospedados no luxuoso hotel Unique, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, zona sul da Capital. Notas fiscais indicam que o valor total das diárias foi de 732 mil reais. Com informações do portal Estadão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Cláusulas do contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família de Alexandre de Moraes foram revisadas e editadas ao menos duas vezes pelo próprio ministro
Perícia da Polícia Federal confirma fraudes entre Banco Master e Banco de Brasília e aponta participação de seis diretores
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x