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Economia Programa do governo Desenrola completa um mês com alta adesão dos brasileiros endividados

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Nas duas primeiras semanas, foram renegociados cerca de R$ 10 bilhões em dívidas de pessoas físicas. (Foto: Divulgação)

O Novo Desenrola Brasil do governo federal completou um mês e os s resultados obtidos até agora mostram adesão dos consumidores à iniciativa. O programa funcionará pelo período de 90 dias e está disponível para brasileiros inadimplentes que tem a renda mensal de até cinco salários mínimos — R$ 8.105 com débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Os descontos variam de 30% a 90% sobre o valor principal, além de juros limitados a 1,99% ao mês. O programa também permite a utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação das dívidas.

Até o momento, foram R$ 3,84 bilhões em dívidas renegociadas apenas na Caixa Econômica Federal. Ao todo, 101 mil contratos foram feitos por meio do programa. O programa conta com quatro frentes no banco público: Desenrola Famílias direcionado a pessoas físicas; Desenrola Fies, para estudantes com débitos vencidos e não pagos até 31 de janeiro de 2026; Desenrola Rural, destinado a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, cooperativas e povos tradicionais; e Desenrola Empresas, focado para microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas que buscam melhores condições de crédito.

Primeiras duas semanas

No âmbito do Desenrola Famílias, em menos de duas semanas, 1.134.507 operações foram renegociadas ou liquidadas, equivalentes a cerca de R$ 10 bilhões em dívidas, conforme levantamento parcial do Ministério da Fazenda.

Dessas mais de 1 milhão de dívidas, 449.003 operações foram quitadas à vista até 14 de maio, com desconto médio de aproximadamente 85%. Os débitos originais dessas operações somavam R$ 1,06 bilhão, enquanto o valor efetivamente pago pelos consumidores foi de R$ 154,2 milhões.

O programa oferece descontos para dívidas feitas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Condições

– descontos de 30% a 90%;
– juros máximos de 1,99% ao mês;
– prazo de até 48 meses;
– até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
– limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira (após descontos);
– aval do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Para facilitar a vida daqueles que pretendem renegociar a dívida do Desenrola Famílias, o Ministério da Fazenda disponibilizou uma calculadora que auxilia a estimar os valores das pendências após o desconto e o valor de cada parcela.

Inadimplência

A diretora do Serasa Aline Maciel explica que “muitas pessoas querem negociar suas dívidas, mas ainda enfrentam obstáculos como falta de acesso digital, insegurança ou dificuldade para entender as opções disponíveis”.

O cenário de inadimplência segue pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Segundo último levantamento da Serasa, o país atingiu a marca histórica de 83,3 milhões de pessoas em abril, aumento de 0,67% em relação ao mês anterior, que corresponde a mais da metade da população adulta do país (50,8%).

Ao todo, os brasileiros acumulam 342 milhões de dívidas negativadas e o valor médio de dívida por pessoa chegou a R$ 6.814,39. Só no Rio de Janeiro, são mais de 8 milhões defluminenses com o nome negativado, que somam mais de 31 milhões de dívidas.

Bancos e cartões de crédito representam 27,5% do total das pendências, seguidos por contas básicas (21%) e financeiras (19,8%), empresas que concedem crédito, mas não se enquadram como bancos.

“Em um cenário de inadimplência recorde, ampliar o acesso às negociações se torna ainda mais importante. Buscar a negociação é o primeiro passo para que o consumidor recupere seu acesso ao crédito e sua capacidade de planejamento, garantindo mais estabilidade e tranquilidade financeira”, reforça Aline.

Como aderir

Aqueles que quiserem aderir ao Novo Desenrola Brasil, devem procurar os canais oficiais das instituições em que possuem dívidas. Nelas, deve haver um espaço dedicado para a renegociação. O atendimento presencial também é possível em agências bancárias, ou no caso do Serasa, em agências dos Correios. (As informações são de O Dia)

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