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Magazine Projota lembra racismo policial ao andar com amigo de olhos azuis

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Projota se emocionou ao relembrar uma das vezes que sofreu racismo

Foto: Reprodução/Instagram @projota
Projota se emocionou ao relembrar uma das vezes que sofreu racismo. (Foto: Reprodução/Instagram @projota)

Projota iniciou uma nova fase da carreira com o lançamento da primeira parte do álbum “Tempestade Numa Gota D’Água”. O rapper, pai de Marieva, de 3 meses de idade, do casamento com Tammy Contro, aborda as questões sociais em suas letras.

Em entrevista sobre o disco, em uma transmissão por aplicativo, Projota se emocionou ao relembrar uma das vezes que sofreu racismo ao ser perguntado sobre o caso de João Pedro, menino de 14 anos morto em uma ação policial no Rio.

“Quando uma notícia assim surge, eu fico com ódio. Me traz muitas lembranças e sentimentos que eu tento esquecer ao longo da vida. Não tinha como eu não querer cantar rap. Foi quando comecei a cantar, para bater de frente com essas coisas e propor uma mudança. Vai fazer 20 anos que eu canto rap e não mudou nada. É a mesma merda. E agora outros meninos e meninas estão sofrendo por isso a ponto de perder a vida. Não temos perspectiva nenhuma de mudança próxima. Eu me sinto impotente. Eu sinto que estamos fracassando.”

Com os olhos marejados, o cantor conta que ele e um grupo de amigos, aos 17 anos, foram abordados ao voltar de um passeio no shopping em Santana, Zona Norte de São Paulo. “Fui entender na prática o que era o racismo. Como a polícia tratava quem era branco e quem era negro. Mesmo os dois vivendo no mesmo bairro, na mesma periferia. Estávamos em quatro amigos. Três negros e um branco, de olho azul. Tomamos um enquadro, o policial separou meu amigo branco e perguntou se a gente estava sequestrando ele.”

Questionado sobre a criação de Marieva, Projota afirma que sua função é fazê-la entender seus privilégios. “Ela é branca e veio rica. É tudo completamente diferente. Essa realidade de João Pedro e Agatha, são realidades muito diferentes de onde minha filha se encontra. Ela já nasce privilegiada. É meu papel fazer com que ela saiba disso. Que ela compreenda essa posição, com muitos passos à frente de outras crianças. E independente da pele, como mulher, ela tem muitos desafios a pensar.”

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