Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de julho de 2015
A CPI foi instalada em maio para investigar a suspeita de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) com o objetivo de anular multas ou reduzir débitos tributários de empresas com a Receita Federal. A suposta fraude veio à tona em março, quando a PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Zelotes.
Conforme os policiais federais, são alvos da apuração pelo menos 70 companhias, 15 escritórios de advocacia ou consultoria e 24 pessoas, entre as quais conselheiros e ex-conselheiros do Carf.
Na quinta-feira da semana passado, o presidente da Mitsubishi no Brasil, Robert Rittscher, prestou depoimento à CPI. Contudo, as declarações do executivo de que ele não tinha conhecimento dos supostos atos ilícitos, frustraram os integrantes da comissão de inquérito.
Segundo a assessoria da CPI, a Mitsubishi pagou mais aos escritórios que prestaram serviços ao grupo, como consultoria nos processos envolvendo o Carf, do que ao Fisco. Ainda de acordo com a comissão, a dívida da subsidiária da multinacional japonesa, que inicialmente era de 266 milhões de reais, foi reduzida para 1 milhão de reais através de um recurso enviado ao conselho.
Questionado sobre se aceitaria contribuir com as investigações por meio de uma delação premiada, Rittscher respondeu que todas as informações das quais teve ciência haviam sido fornecidas. “Não vejo como posso agregar”, respondeu. (AG)
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