Segunda-feira, 18 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Proposta do governo prevê corte de R$ 28,2 bilhões em benefícios a vários setores da economia

Compartilhe esta notícia:

Fim dessa parcela de benefícios fiscais foi considerado no cálculo do governo para fixar em 12% – sem perda de arrecadação – alíquota da proposta de novo tributo, que unifica PIS e Cofins

Foto: Reprodução
O resultado representa uma queda real (descontada a inflação) de 0,12% na comparação com 2022. (Foto: Reprodução)

A primeira parte da proposta de reforma tributária do governo federal, enviada para análise do Congresso no mês passado, prevê o corte de R$ 28,2 bilhões em benefícios fiscais concedidos a vários setores da economia, apontam números da Receita Federal.

Esse valor representa 33,8% de um total de R$ 83,7 bilhões de benefícios fiscais decorrentes de incentivos, por meio isenção ou redução de PIS e Cofins, a todos os setores beneficiados.

Para compensar a parcela dos benefícios fiscais que serão mantidos de maneira a não perder arrecadação, o governo calculou que será necessário aplicar uma alíquota de 12% no novo imposto que propõe criar, a CBS (Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços). Esse novo imposto reúne PIS e Cofins em um só tributo.

Entre os benefícios que seriam extintos estão os direcionados a aerogeradores (usados na produção de energia eólica); ao biodiesel; às cadeiras de rodas e aparelhos assistivos; e a embarcações e Aeronaves.

“Isso tudo vai acabar. Tem muita coisa que era puxadinho”, disse a assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado, responsável pela proposta de reforma tributária juntamente com o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto. Segundo ela, essas exceções são um dos pontos que geram um sistema tributário complexo no Brasil.

O corte de benefícios proposto também equivale a 8,7% do valor total projetado para o próximo ano (R$ 325,704 bilhões). Além do PIS/Cofins, também há subsídios para o Imposto de Renda, como rendimentos isentos e deduções, além do IRPJ e do IPI. Esses pontos serão discutidos mais adiante, nas demais etapas da reforma tributária.

A equipe econômica do governo já anunciou a intenção de reduzir nos próximos anos o patamar de todos os gastos tributários pela metade, de cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) para cerca de 2% do PIB — percentual semelhante ao registrado em 2003 e em linha com outros países.

Tributação elevada

Ao eliminar a maior parte dos benefícios fiscais do PIS/Cofins, explicou Vanessa Canado, o governo “calibrou” alíquota da futura CBS em 12% — com a premissa de que a arrecadação da União ficará estável ao redor de R$ 340 bilhões.

Se outros benefícios forem mantidos pelo Congresso Nacional, explicou Vanessa Canado, a alíquota do imposto federal terá de ser maior. Por outro lado, se mais incentivos forem eliminados, a alíquota poderá ser mais baixa.

Nesta segunda-feira (10), o ministro Paulo Guedes, da Economia, admitiu que poderá rever a alíquota de 12% caso se revele “exagerada”. Junto com o IVA dos estados e municípios, a alíquota total do tributo nacional estaria ao redor de 30% — patamar elevado na comparação internacional. A chamada “calibragem” do valor final da alíquota, porém, ainda está sendo discutida entre o governo e os estados.

Até o momento, as propostas em debate da tributação sobre o consumo mantêm o elevado peso dos impostos nessa base de tributação na comparação com o resto do mundo — o que penaliza os mais pobres.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Jose Lovatto
11 de agosto de 2020 12:05

O que precisamos ouvir e proposta para diminuir a máquina, começando por executivo, legislativo e judiciário. São 512 deputados federais, 81 senadores, 1059 deputados estaduais, mais de 5.500 prefeitos, mais de 57.000 vereadores,, mais de 30.000 secretários municipais, outros milhares de assessores, mais todo judiciário, é muita gente para ser paga a cada mês. Quanto custa isso? Essa despesa precisa diminuir.

Fernando Araujo
11 de agosto de 2020 15:55

Quando se fala em reforma tributária nesse país é somente mais uma maneira de aumentar tributos. A máquina está cada vez mais inchada com burguesias do serviço público, classes que estão lá só pensando nos seus privilégios, com um judiciário de marajás e um legislativo cheio de pilantras não dá para esperar mujito, aliado a corrupção endêmica do país só podemos esperar aumento na carga tributária.

estudante
Ministério da Educação prevê corte de R$ 4,2 bilhões no orçamento para 2021
Justiça Federal autoriza viagem do ex-presidente Michel Temer ao Líbano
Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x