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Brasil Protesto de taxistas é marcado por confronto no Rio

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Manifestantes jogam rojões e Batalhão de Choque usa gás de pimenta para impedir fechamento de via no Centro. Houve também disparos de bala de borracha. (Foto: AG)

A manifestação contra aplicativos de transportes de passageiros em frente à sede da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, foi marcada por confronto entre taxistas e policiais militares na manhã desta quinta-feira (27). A confusão começou quando taxistas tentaram fechar as pistas da Avenida Presidente Vargas, e policiais do Batalhão de Choque (BPchoq) reagiram com spray de pimenta.

Houve correria e os PMs estão jogando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a mutidão. Disparos de bala de borracha também foram feiros. Os manifestantes revidaram jogando pedras e ovos e soltando rojões em direção aos PMs. Ainda não há informações sobre feridos.

Por volta das 9h, também houve uma confusão na avenida Presidente Vargas. Um grupo de taxistas ocupou a via e um motorista acabou sendo detido por policiais militares. Colegas foram para a avenida e de braços dados cercaram os PMs. O detido por obstruir a via acabou sendo liberado após o alvoroço. Isso aconteceu a despeito dos pedidos de taxistas que ocupam o carro de som e que pediam aos colegas para desobstruírem a via.

O congestionamento é grande na região. O diretor de operações do Sindicato dos Taxistas Autônomos do município do Rio, Hildo Braga, disse que o principal item da pauta de reivindicações é a anulação de um decreto da prefeitura regulamentando o transporte de passageiros por veículos particulares.

“Fomos surpreendidos a cerca de três semanas O decreto da prefeitura regulamentando a atividade de veículos particulares. Não aceitamos isso. Foi uma imposição sem negociação com o sindicato”, reclamou Braga.

Ele disse que a atividade de cerca de 100 mil veículos particulares no Rio contra 33 mil táxis é uma afronta à categoria e tem causado muitos transtornos, como prisões de motoristas por falta de pagamento de pensão alimentícia, por exemplo.

Outro organizador do evento, Alexandre Rezende teve a ideia de pedir a categoria que traga um quilo de alimento não perecível para ser distribuído a motoristas que passam por dificuldades financeiras. O alimento está sendo colocado armazenado dentro de uma caminhonete. A todo instante morteiros são lançados por taxistas assustando pedestres e motoristas. (AG)

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