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Política Cidades brasileiras, entre elas Porto Alegre, têm protestos contra o governo

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Convocadas pelo o MBL, manifestações pediam impeachment do presidente, fim da polarização política e protestavam contra alta dos preços de alimentos, energia e gás.

Foto: Reprodução
Sob o mote “Fora Bolsonaro”, os protestos estavam previstos para 19 capitais. (Foto: Reprodução)

Diversas cidades brasileiras tiveram atos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo (12). Os manifestantes pediam o impeachment do presidente e o fim da polarização política brasileira entre Bolsonaro e Lula. Também houve protesto contra o aumento do preço dos alimentos, da gasolina e do gás.

Sob o mote “Fora Bolsonaro”, os protestos estavam previstos para 19 capitais. As articulações em torno das movimentações para os atos deste domingo começaram em paralelo à organização das manifestações de 7 de Setembro, que foram a favor do presidente.

Os protestos foram organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelos grupos Vem Pra Rua e Livres. A articulação atraiu o apoio de políticos de direita, de centro e de esquerda, mas ainda divide a oposição.

O Partido dos Trabalhadores (PT) e outras legendas de esquerda não aderiram às manifestações e organizam outros atos contra o governo. A direção do PT já anunciou uma manifestação contra Bolsonaro para 2 de outubro.

Além de líderes do MBL, como o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), anunciaram participação nos atos o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS), os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Tabata Amaral (sem partido-SP), e João Amoedo, que foi candidato a presidente pelo Novo em 2018.

Porto Alegre

Cinco dias depois de atos a favor de Bolsonaro, a Avenida Goethe, na capital gaúcha, voltou a concentrar manifestações. Só que desta vez os protestos foram contra o presidente do Brasil. O ato teve a presença do governador do RS, Eduardo Leite, que circulou entre manifestantes e discursou em dois momentos.

Leite reforçou a necessidade de que haja união no País e afirmou que a saída de Bolsonaro da Presidência irá acontecer, seja pelo impeachment ou pela votação nas urnas em 2022.

O protesto contou com a participação de grupos liberais, centrais sindicais e partidos de diferentes posicionamentos políticos. Bandeiras de PDT, Novo, MDB e PSDB puderam ser vistas entre os manifestantes.

São Paulo

Na Avenida Paulista, os manifestantes começaram a se concentrar nas imediações do Museu de Arte de São Paulo (Masp) às 11h. Segundo levantamento do Centro de Operações da Polícia Militar de São Paulo (Copom), aproximadamente 6 mil pessoas participaram da manifestação na Paulista até o meio da tarde.

Por volta das 15h, a avenida se dividia entre três grupos, que carregavam bandeiras e faixas contrárias ao governo. O grupo principal reuniu-se no Masp. Outros estavam espalhados em outros pontos da avenida – a manifestação dividia espaço com pedestres e turistas que caminhavam na Paulista fechada para os carros.

A Polícia Militar (PM) destacou 2 mil policiais do efetivo para reforço no esquema de segurança na região. Políticos de diferentes espectros compareceram ao ato, entre eles o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Para Doria, o Brasil se transformou em um “país isolado politicamente” devido às investidas de Bolsonaro contra líderes da China, Argentina, Alemanha e Estados Unidos. “Temos que resgatar um país que tenha seriedade”, opinou.

O governador também elogiou a decisão da executiva nacional do PSDB em classificar o partido como oposicionista ao governo federal. “Não há como ser neutro diante de um governo negacionista e incompetente”, disse Doria.

O ex-ministro Ciro Gomes, candidato à presidência pelo PDT em 2018, compareceu ao evento paulistano e discursou brevemente aos presentes sobre eventuais discordâncias entre membros da oposição a Bolsonaro. “É claro que temos olhares diferentes sobre o futuro do Brasil, mas o que nos reúne, e é o que deve reunir toda a nação civicamente sadia, é a ameaça da morte da democracia e do poder da nação brasileira”, afirmou.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que deixou o governo nos primeiros meses da pandemia do coronavírus, também compareceu ao ato.

Em um breve discurso, Mandetta voltou a criticar o presidente em relação às políticas de combate ao coronavírus: “Bolsonaro teve todos os poderes para coordenar a pandemia, deu maus exemplos e adiou o quanto pode a compra de vacinas porque tinha motivações obscuras”, declarou.

Rio de Janeiro

No Rio, os manifestantes se reuniram na orla de Copacabana. Eles gritavam palavras de ordem, pediam vacina contra a covid para todos e também o impeachment do presidente Bolsonaro.

Eles defendiam a superação temporária de diferenças ideológicas em favor do combate ao governo Bolsonaro e do que chamaram de “terceira via” para as eleições presidenciais de 2022. Havia faixas e cartazes com a frase: “Nem Lula, nem Bolsonaro”.

Outras capitais

Em Brasília, o ato teve a participação de aproximadamente 100 pessoas, que se concentraram próximas à Biblioteca Nacional. O grupo carregava faixas de apoio ao impeachment e com cobranças para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), analisar um dos pedidos protocolados contra Bolsonaro.

Em Salvador, Manaus e Belo Horizonte, os atos aconteceram a partir das 8h, mas estavam dispersos no começo da tarde. Protestos também foram convocados em Florianópolis, Curitiba, Goiânia e São Luís.

Na capital mineira, o ato ficou concentrado na Praça da Liberdade, região central, e foi encerrado por volta de 12h50. Manifestantes carregavam bandeiras de partidos políticos e cartazes contra o governo – um carro de som também esteve no local.

Já na capital paranaense, os manifestantes se reuniram em uma região da cidade nomeada de Boca Maldita, usaram roupas brancas e carregam bandeiras contra o governo Bolsonaro. O ato durou entre as 15h e 17h.

Em Florianópolis, os manifestantes reuniram-se na praça Quinze de Novembro entre as 14h e 17h30, mas o ato não chegou a ir às ruas, limitando-se à escadaria da catedral.

As faixas de protesto também abordavam o aumento da gasolina e dos produtos da cesta básica para além da pauta do impeachment.

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