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Agro Sistema Farsul destaca excelente momento do agronegócio em balanço geral sobre a 44ª Expointer

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O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu a entrevista classificando a edição deste ano como magnífica. (Foto: Wagner Lacerda)

O Sistema Farsul apresentou, na manhã deste domingo (12), o balanço geral da retomada da 44ª edição da Expointer para a imprensa, na Casa da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Os dirigentes lembraram que o agronegócio não parou durante a pandemia e vive um excelente momento.

(Foto: Wagner Lacerda)

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu a entrevista classificando a edição deste ano como magnífica. “A expectativa que tínhamos não chegaria a tanto. Tivemos a primeira Expointer com animais não vacinados e as pessoas com vacinação, só esse detalhe já vai ficar na história”, comentou. “Evidentemente não tivemos, em relação a valores, nada parecido com a 2019 até porque não vieram as máquinas. É preciso lembrar que 62% da indústria de máquinas brasileiras está no Rio Grande do Sul e isso é extremamente relevante para nossa economia”, falou ao recordar que as grandes empresas do setor não participaram em razão de uma decisão tomada já no início do ano.

Quanto aos animais, Gedeão destacou a qualidade da exposição. “O show foi dos animais. Semelhante a 2019, especialmente a ovinocultura que vem crescendo paulatinamente sua participação”, avaliou. Para ele, outro ponto ressaltou a importância da feira no cenário nacional e internacional. “O ponto alto e, aí sim, ela tenha superado num horizonte de 22 anos que venho acompanhando as Expointer foi que pela primeira vez tivemos um Presidente da República almoçando na Farsul. Tivemos grandes evento políticos com uma presença bastante intensa do governador. A visita do vice-Presidente que por si só foi um fator relevante. Depois dois dias com a ministra da Agricultura na Casa da Farsul. O embaixador dos EUA na sede da Federação em Porto Alegre. O ministro da Agricultura do Uruguai. E culminou com a presença do presidente Bolsonaro, primeira aparição pública após 7 de setembro”, destacou.

O diretor Administrativo e coordenador da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, concorda que as vendas de animais não foi o principal objetivo desta edição. “Foi um ano um pouco diferente na pecuária. Tivemos novidades como participação de outros estados. A confraternização da nossa pecuária foi uma euforia muito grande. Alguns falam em retomada da economia, vejo como retomada do convívio e estamos preparando uma Expointer muito grande para 2022 e uma nova possibilidade com outros estados”, analisa.

A expectativa do diretor está nas feiras que acontecerão no interior nos próximos meses. “Este ano foi mais uma vitrine das cabanhas para as feiras de primavera. O sucesso da Expointer nos animais foi a ovinocultura que já vem há dois anos crescendo. A tendência é de um mercado aquecido com a saída de reprodutores para outros estados e um roteiro de quase vinte feiras de primavera pelo interior”, disse.

Senar-RS

O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, informou que a entidade adequou sua participação ao tamanho da Expointer. “O Senar-RS não poderia se furtar de se fazer presente. Edificamos estruturas adequadas ao padrão de feiras como a Expointer. Além de retomada, é o primeiro grande evento que o Poder Público e iniciativa privada se unem para realizar com grande público. A gente poderia estar discutindo a possibilidade com shows, jogos, eventos políticos, mas ficou claro que a preocupação é com a retomada econômica. E foi demonstrado que o setor é o principal para isso, essa é a primeira impressão que se tem”, considerou.

Condorelli informou que esta edição serviu para a estreia do novo espaço do Senar-RS no parque. Também comentou sobre dois convênios assinados durante a feira, um com a Ovibra para capacitar produtores na produção de uva na busca de novos mercados. Outro com a Sia para a realização do Mosaico do Agronegócio, deixando o papel de patrocinador para se tornar correalizador. O evento deixará de ser realizado em Santa Maria e passará para Gramado. O superintendente também falou da construção de um acordo com a Nova Zelândia para pecuária de corte que está em tratativa.

Sobre o programa Juntos Para Competir, Condorelli falou que a participação aconteceu com procedimentos mais simples, de uma forma mais institucional, apresentando seus produtos. Ele também deu destaque à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) que atende 3.800 produtores no estado e pretende atingir doze mil até o final do ano. O ministro da Agricultura do Uruguai, Fernando Mattos, conheceu o programa e solicitou a criação de um intercâmbio de informações. O titular da pasta entende que a ATeG é um modelo que serve para aquele país.

Inflação

O economista-Chefe da Farsul, Antônio da Luz, aproveitou a coletiva para falar sobre o atual momento econômico brasileiro. “Foram divulgadas previsões para o ano que vem com um número muito maior de produção e muitas pessoas pensam que safras grandes irão resolver o problema de inflação de alimentos. A safra do ano que vem não vai reduzir a inflação dos alimentos, porque o que existe é inflação”, explicou.

“Não são aos alimentos que estão caros, tudo está caro e nos gera uma preocupação maior quando as pessoas atribuem a inflação aos alimentos. Vemos pessoas relacionarem preço dos alimentos as exportações. As exportações não são inimigas, é muito mais barato o alimento num país exportador do que importador. Estamos com inflação por um problema monetário. Fizemos, de forma acertada, medidas para combater os efeitos da pandemia na economia como Auxilio Emergencial, Pronamp. Um déficit de R$ 700 bilhões, o equivalente a dez anos. O que aconteceu foi um alargamento da base monetária. É um processo inflacionário que aconteceu no ano passado e não tem nada alimentos, mas com pandemia”, descreveu ao informar que o processo inflacionário seguirá até pelo menos o primeiro trimestre do próximo ano.

Sementes

O vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad, comunicou que foi entregue à ministra Tereza Cristina um documento que pede a revisão da decisão de não permitir a terceirização para produção de sementes via anexo 33. Ele reforçou que o problema não atinge apenas soja. “A Expointer é propícia para buscar as imposições para questões políticas que refletem no setor produtivo. Uma portaria impede o produtor de produzir sua semente, impede de levar a semente a um lugar terceirizado”, informou.

Ao comentar sobre o processo inflacionário, Konrad lembrou que o impacto também reflete nos custos dos insumos que pode ser agravado por uma eventual falta dos produtos, além das dificuldades logísticas.

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