Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de dezembro de 2017
O PSDB elegeu nesse sábado, durante convenção nacional em Brasília, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como presidente do partido pelos próximos dois anos. A chapa encabeçada por Alckmin recebeu 470 votos a favor, três contra e houve uma abstenção.
O primeiro-vice presidente do partido será o governador de Goiás, Marconi Perillo. O segundo-vice, o deputado Ricardo Tripoli (SP), líder da bancada do partido na Câmara.
Alckmin chegou à presidência do PSDB como uma tentativa de unificar o partido. Nas negociações que antecederam a convenção, o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador Goiás, Marconi Perillo, desistiram de suas candidaturas à presidência da legenda.
Somente em 2017, quatro tucanos terão passado pelo comando do partido. Em maio, o senador Aécio Neves (MG) se licenciou da presidência do PSDB após a divulgação de gravação na qual ele pede R$ 2 milhões ao executivo da JBS, Joesley Batista — neste sábado, o senador foi vaiado por parte da militância ao chegar à convenção do PSDB.
O senador Tasso Jereissati (CE) ficou na presidência interina da sigla até o início de novembro, quando foi destituído por Aécio. Também provisoriamente, Alberto Goldman assumiu o cargo até a convenção nacional.
Nos últimos meses, o PSDB, que integrou o governo Michel Temer com quatro ministérios, iniciou um movimento de afastamento. Em novembro, o deputado Bruno Araújo (PE) já havia deixado o comando do Ministério das Cidades. Nesta sexta-feira (8), o deputado Antonio Imbassahy (BA) pediu demissão da Secretaria de Governo.
Apesar das indefinições em relação à participação no governo Michel Temer, a convenção não deliberou oficialmente sobre a saída do governo. Ao chegar à convenção, na manhã deste sábado, o até então presidente interino do partido, Alberto Goldman, cobrou a saída de Luislinda Valois da pasta dos Direitos Humanos. Aloysio Nunes Ferreira poderá permanecer como ministro das Relações Exteriores.
Previdência
A convenção também não discutiu um possível fechamento de questão em apoio à reforma da Previdência.
O fechamento de questão é uma decisão tomada pela executiva nacional do partido, grupo que será definido neste sábado.
Populismo
O Senador Tasso Jereissati em discurso na convenção: “O Brasil mais do que nunca precisa do PSDB. O Brasil não precisa mais de populismo e de lutas internas. Vamos fazer que o PSDB seja a alternativa que o Brasil precisa. Eu não mudei um milímetro dos meus ideais. Se o Brasil quer o PSDB, quer o PSDB dos princípios éticos e morais da sua fundação. Quer o PSDB moderno e de ideias liberais, quer que o brasileiros tenham acesso a empregos e a mais oportunidades”.
Já o prefeito de São Paulo João Dória expressou apoio ao novo presidente da sigla. “Quero dizer aqui meu apoio incondicional a Geraldo Alckmin, não apenas como presidente do PSDB mas também para, juntos, termos a liderança de Geraldo Alckmin para caminhar rumo à Presidência da República do Brasil.”
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