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Notícias PT cresce em filiações apesar da crise

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(Foto: Anderson Barbosa/AE)

No ano mais difícil de sua história, o PT, em vez de encolher, como apontavam as previsões, aumentou o número de militantes em 2015. Na maior crise enfrentada desde a fundação, há 35 anos, o partido registrou a saída de 18 mil filiados, mas recrutou 46 mil novas pessoas para suas fileiras, de acordo com dados do SisFil (Sistema de Filiados) do PT. Pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o saldo foi menor – em vez de 28 mil militantes a mais, houve um acréscimo de 3,78 mil, sem contar as mudanças de dezembro, ainda não registradas.
A explicação, para o secretário nacional de Organização da legenda, Florisvaldo Souza, foi o “espírito de defesa”, em um momento em que as “pessoas saíram às ruas” para apoiar o partido e o governo da presidenta Dilma Rousseff, ameaçada de perder o mandato depois do acolhimento do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para o dirigente,  existe uma onda conservadora, mas que o antipetismo está mais concentrado em São Paulo e no Paraná, o que distorceria a visão do todo. Conforme o TSE, o PT tinha, na virada de 2014 para 2015, 1.586.699 de filiados, número que fechou novembro em 1.590.479. O aumento de 3,78 mil representa um acréscimo de 0,24%. No mesmo período, o PSDB, maior rival dos petistas, viu seu total de filiados passar de 1.348.833 para 1.409.934, um saldo de 61.101, ou 4,5%.

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