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Política PT ganhou quatro eleições “merecidamente” por criar o Bolsa Família, diz ministro de Bolsonaro

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O Bolsa Família é considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo. (Foto: Rafael Zart/MDSA)

O ministro Paulo Guedes afirmou nesta terça-feira (4) que o PT conseguiu vencer quatro eleições presidenciais seguidas porque fez um programa de transferência de renda aos mais pobres, em referência ao Bolsa Família.

“Ele (o PT) teve a belíssima iniciativa de fazer um programa de transferência de renda importante, ganhou quatro eleições seguidas merecidamente, porque fez a transferência de renda para os mais frágeis com um bom programa. Um programa que envolvia poucos recursos e que tinha um altíssimo impacto social”, disse o ministro, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

O ministro disse que o programa é relativamente barato e eficiente, e citou o ex-presidente Lula e o ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP), um dos principais defensores da renda básica:

“Como é que o Lula conseguiu, com R$ 10 bilhões, lá atrás, favorecer 40 milhões de brasileiros com o Bolsa Família? Era um programa relativamente barato e muito eficiente, potente. E era um programa, inclusive, que, na Universidade de Chicago, 20, 30, 40 anos atrás, já se defendia, era a renda básica, que o próprio Suplicy trouxe para o Brasil. Então, a ideia de que você tem que ajudar o pobre diretamente, sem intermediário, com a transferência de renda direta, com o dinheiro na veia, isso é uma ideia poderosa, forte.”

Guedes foi questionado por deputados da oposição sobre a redução no valor do auxílio emergencial. O benefício, no ano passado, foi de R$ 600, caiu para R$ 300 e, em 2021, pode variar entre de R$ 150 a R$ 375 por mês.

Ele respondeu que o programa tem que ser adotado com responsabilidade com as contas públicas. Ele disse que, por travas financeiras, os governo do PT deixaram o benefício médio do Bolsa Família na faixa de R$ 170 por mês.

“Os R$ 600 são mais difíceis e exigem bases de financiamento sustentável a longo prazo.”

Guedes disse também que o auxílio emergencial tem que ser substituído por um programa de transferência de renda fortalecido, como o Bolsa Família, com valor mais alto do que R$ 170, mas que seja “sustentável”.

“Esse auxílio emergencial, quando for interrompido, tem que ser substituído por um Renda Brasil fortalecido, ou um Bolsa Família fortalecido, mas sustentável, com valor mais alto do que os R$ 170 que tinha antigamente”, disse o ministro,

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada no último domingo (2), Guedes já havia admitido a necessidade de reforçar o Bolsa Família e criar os programas de inclusão produtiva.

O ministro disse que sabia “que o dinheiro indo direto para o pobre, sem intermediários, é efetivo”:

“Isso era o antigo Bolsa Escola, que, depois junto com o vale-gás, vale-transporte, virou o Bolsa Família e que depois você vai, gradativamente, continuando um trabalho de inclusão dos mais frágeis nos orçamentos públicos, que foi algo que a oposição também fez durante vários anos em que esteve no governo. E tudo que foi feito de bom, nós queremos aperfeiçoar. O que foi feito de ruim, nós queremos descontinuar.”

Nesta terça, Guedes também admitiu que chegar ao mesmo valor que foi pago pelo auxílio emergencial será difícil, algo que só foi realizado desta vez por conta das dificuldades impostas pela pandemia.

“No auxílio emergencial a gente consegue dar R$ 600, mas ele é de natureza diferente, o Bolsa Família é outra coisa. O auxílio emergencial é uma transferência de renda para esse período de pandemia. Não são recursos sustentáveis”, explicou.

Sobre o aumento da dívida pública, Guedes disse que o País está “pagando uma parte da guerra”, sem deixar as contas para as próximas gestões. Por isso, ele afirmou que alguns contrapontos são necessários à medida que os auxílios são concedidos pelo governo:

“Nos endividamos pagando uma parte da guerra, não estamos jogando os custos para nossos netos. Por isso estamos soltando os auxílios e pedindo algumas contrapartidas, no que se refere à reforma administrativa, ou sobre não haver aumento do auxílio emergencial durante a guerra ao vírus.”

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