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Cláudio Humberto PT teme prisão em 2ª instância como diabo da cruz

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A soltura de Lula, após o recuo do STF, acabou por viabilizar sua pré-candidatura. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

Manobra do PT e “puxadinhos” provocou retirada de pauta da votação da proposta de emenda constitucional que restabelece a prisão após condenação em 2ª instância. Há políticos, grande parte petista, que morrem de medo dessa regra como o diabo da cruz. A votação da proposta, na comissão especial da Câmara, foi retirada de pauta três vezes, só esta semana. A voz de comando é de Lula, de acordo com um senador do campo de esquerda. Lula não quer ouvir falar nisso.

O acórdão Lula
A regra esteve em vigor por decisão do Supremo, mas, quando Lula foi preso após condenado em 2ª instância, o mesmo STF mudou de ideia.

Candidatura própria
A soltura de Lula, após o recuo do STF, acabou por viabilizar sua pré-candidatura e a aniquilação dos processos.

Medo da segundona
Apesar de tantas vitórias na Justiça, Lula responde por crimes de corrupção, lavagem etc e teme nova condenação em 2ª instancia.

Blindagem assegurada
Advogados experientes não acreditam em nova condenação que devolva Lula ao xilindró. Acham que as decisões judiciais o blindaram.

PEC sem precatórios foi derrota da oposição
A promulgação “fatiada” da PEC dos Precatórios pelo Congresso foi percebida em Brasília como uma derrota da oposição, habituada a ganhar no grito (e no Supremo), e vitória do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que recorreu à paciência de Jó para conseguir convencer o roda-presa Rodrigo Pacheco, pré-candidato a presidente, a apoiar a idéia de promulgar o que, afinal, já estava aprovado. A parte promulgada não inclui precatórios, para frustração dos banqueiros.

Virou bagunça
A promulgação virou uma sessão deliberativa, pela falta de liderança e sobretudo de autoridade de Rodrigo Pacheco, mas ocorreu o previsto.

R$ 400 garantidos
As partes da PEC promulgadas abrem espaço de mais de R$62 bilhões no teto de gastos, além de garantir o pagamento do Auxílio Brasil.

Não foi retumbante
A vitória do governo não foi conclusiva. A Câmara precisa ainda aprovar a parte dos precatórios e o Auxílio Brasil permanente.

Tire a mão do meu bolso
Aproveitando-se da lei que dá a ex-presidentes, além de assessores, seguranças e carros com motoristas, Lula gastou R$312 mil em recente passeio à Europa, com objetivo de falar mal do Brasil. O valor foi obtido pela rádio Itatiaia, de BH, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Reforço no DF
Governador do DF, Ibaneis Rocha comemorou as mais de 10 mil doses de vacina Janssen que chegaram a Brasília “como dose de reforço para quem já havia recebido a dose única desse imunizante”, disse.

14 anos e nada?
José Medeiros criticou Gleisi Hoffmann (PT-PR) por sua preocupação com a pobreza menstrual, que afeta 40% das mulheres pobres: “14 anos no poder, ministra da Casa Civil, não fez nada e está indignada?”.

Na mesma moeda
O governo ainda não reagiu à ingerência francesa na política brasileira, aliciando opositores, mas amadurece o convite a Éric Zemmour, candidato de oposição a Emmanuel Macron, para visitar a Amazônia.

Copo vazio
O hábito de analisar resultados no Brasil sob a pior ótica possível levou associação de exportadores a criticar “queda de 40%” na previsão para 2022. O destaque, ignorado, é o superávit de quase R$200 bilhões.

Acesso é essencial
Na esteira da revolução prevista pelo 5G, ministérios da Educação e das Comunicações investirão R$140 milhões no Programa Internet Brasil para garantir conexão de qualidade a alunos de baixa renda.

Do zero
Eduardo Cunha teve condenação por corrupção anulada, mas ele não foi inocentado, destaca a mestre em Direito Penal, Jacqueline Valles: “Ganha mais tempo, já que o processo começa praticamente do zero”.

Exploração do medo
Apelo do diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, para que a vacinação obrigatória seja “último recurso”, não funciona por aqui. Proibido de viajar, festejar e até trabalhar, vacina já é obrigação do brasileiro.

Pensando bem…
… o azar de Eduardo Cunha é não ter a idade avançada de outros condenados por roubar o País.

PODER SEM PUDOR
Lição fulminante
O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, não hesitou quando soube da morte súbita do senador Onofre Quinan, de Goiás, e tocou o telefone para o então presidente da Casa, Antônio Carlos Magalhães, às 6h da manhã. “Estou ligando para comunicar a morte do senador Onofre Quinan.” Na outra ponta da linha, tonto de sono mas já irritado, ACM devolveu: “Sim, Agaciel, e o que é que eu posso fazer?!” O diretor-geral aprendeu que não se deve tirar um baiano da cama tão cedo.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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