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Política PTB aprova candidatura do ex-deputado Roberto Jefferson à Presidência da República

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Ex-deputado federal cumpre prisão domiciliar sob acusação de ataques à democracia

Foto: Felipe Menezes/PTB
Ex-deputado federal cumpre prisão domiciliar sob acusação de ataques à democracia. (Foto: Felipe Menezes/PTB)

O PTB aprovou nesta segunda-feira (1º) a candidatura do ex-deputado federal Roberto Jefferson à Presidência da República, durante a convenção nacional do partido. Jefferson está em prisão domiciliar desde janeiro de 2022 por, segundo o STF (Supremo Tribunal Federal), estar envolvido com a atuação de uma milícia digital que atenta contra a democracia.

Durante o evento, o partido exibiu um vídeo com uma mensagem gravada pelo ex-deputado, que foi chamado de “preso político”. Ele não tem acesso às redes sociais por decisão do STF e está proibido de conceder entrevistas sem autorização judicial. No vídeo, Jefferson, que também foi condenado no caso do mensalão em 2012, ataca ministros do Supremo.

“Na eleição de 2018, o PTB apoiou Bolsonaro. Desde o início do governo eu disse para ele que o PTB só queria um cargo: o de presidente da República. O chamei para fazer parte do PTB. Hoje, ele se candidata à reeleição e está sozinho, enquanto a esquerda se apresenta como o povo. O candidato da direita, no mundo todo, vem sendo desconstruído”, afirmou na gravação.

O ex-deputado afirmou que, em 2020, denunciou a existência de um “golpe parlamentarista e supremacista” contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que teria sido atacado, segundo ele, por “iluministros”. Ele usou o termo “corvos do STF” para se referir a ministros da Corte.

“O PTB é um partido de coragem. Não reverenciamos opressores fascistas, jamais nos renderemos. Proteger os famintos é parte de nossa causa e de nosso destino”, disse.

Jefferson justificou sua candidatura como uma forma de “somar forças” na “defesa de nossos credos e valores”. “Nossa luta é contra os ricaços da nova ordem mundial. Será a luta da liberdade contra a escravidão”, afirmou.

O deputado federal Daniel Silveira esteve presente na convenção e foi festejado. Ele teve sua candidatura ao Senado confirmada pelo PTB e também fez referências a ministros do Supremo em sua fala. “Fui preso político também por uma pessoa que não deveria estar lá [no STF]. Essa candidatura é para ajudar o presidente Bolsonaro”, disse.

Condenado a oito anos e nove meses de prisão em abril por ataques ao Supremo e à democracia, Silveira teve a pena perdoada por decreto presidencial no mesmo mês. O PTB prevê uma batalha jurídica no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela viabilidade da candidatura de Jefferson.

Em março deste ano, o STF manteve o prazo de oito anos para que condenados em segunda instância sejam considerados inelegíveis. Condenado no escândalo do Mensalão, Jefferson poderia disputar as eleições, uma vez que o prazo definido pela lei já passou.

No entanto, ele está detido por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que o prendeu preventivamente em agosto de 2021 e, depois, em janeiro deste ano, converteu a medida em prisão domiciliar.

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