Terça-feira, 19 de outubro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
13°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Quanto mais baixa a escolaridade, mais cedo as meninas engravidam

Compartilhe esta notícia:

Taxas de gravidez na adolescência é questão preocupante em regiões com menor acesso à educação no País. Crédito: Reprodução

Uma nova rodada da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), reforça que a associação entre a gestação na adolescência e baixa escolaridade segue forte no Brasil. A PNS fez extensiva investigação em mais de 80 mil lares em 2013. A idade da primeira gestação no País aconteceu, em média, aos 21 anos. Entre as garotas com menos tempo na escola, essa idade foi de 19 anos.

O uso de métodos contraceptivos também foi mais baixo entre as menos instruídas. Naquelas com ensino fundamental incompleto, menos da metade já havia usado alguma forma de prevenção da gestação. Esse número salta para quase 70% entre aquelas com ensino superior completo.

Em julho, relatório da Unicef (Plataforma dos Centros Urbanos), com dados de oito capitais, revelou que em algumas áreas do País um em cada quatro partos acontece em mães entre 10 e 19 anos.

Os dados da Unicef já mostravam a ligação da gravidez na adolescência com a exclusão social. As garotas jovens eram mães de oito em cada 100 bebês que nasceram nos territórios com baixa incidência de gravidez na adolescência, ou seja, regiões em que as condições de vida são melhores. Essa proporção subia para 26 em cada 100 bebês (aumento de duas vezes) nos territórios onde as condições são mais precárias.

Em São Paulo, por exemplo, dados do Datasus, de 2012, mostram que em bairros da região central, com bom acesso da população à educação e proteção social, a taxa de gravidez na adolescência é de menos de 1%. Já na periferia, com menos meios de educação, esse número ultrapassa 18%.

Embora nas últimas décadas o País tenha conseguido diminuir, de forma importante, as taxas de gravidez na adolescência, ela ainda é uma questão preocupante em determinadas regiões (como Norte e Nordeste), em determinados territórios (áreas mais pobres dos centros urbanos) e nas populações com menor acesso à educação.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Descubra você mesmo se está com câncer
Brasileiras estão engordando mais do que os brasileiros
Deixe seu comentário
Pode te interessar