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Carlos Alberto Chiarelli Quem perdeu e quem ganhou a guerra

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(Foto: Reprodução)

Olhei com interesse redobrado os números sérios lançados por entidade especializada que pertence à família da ONU e que despertavam surpresa em alguns aspectos. Chamou-me atenção a numerologia sequenciada, a seriedade do planejamento que por si só dava um roteiro e, mais do que isso, uma resposta que permitia que se submetesse a uma dura prova de avaliação os números de um país que parece milagroso ao enfrentar as realidades do mundo contemporâneo e como estavam deteriorados ao final da hecatombe universal.

A Coréia de que falo é a do Sul, afiliada dos EUA, desde os tempos em que o país-mãe (a Coréia) original, em fins da 2ª Guerra Mundial, viu-se agredida de maneira ilimitada e repartida na mesa cirúrgica de divisão das vantagens pelas potências que se apropriavam com incrível voracidade do país que fora vitimado pela violência dos vencedores.

De qualquer maneira, o sacrifício, quase tortura, a que se submeteu na segunda metade dos 40 (de 46/1952), sendo constrangida a cumprir a obrigação de ser cotista de um tributo não devido, visando a reparação dos prejuízos sofridos (o que era uma mentira oficial) pelas potências coligadas. Teve de fazer um esforço ilimitado de sua população para inicialmente recuperar sua identidade.

Não admitindo seu povo o regime comunista (patrocinado pela China com o apoio da União Soviética), lutou no confronto caseiro com sua outra metade (uma guerra de xifópagos) e ganhou sua autonomia e personalidade política. Optou pela sociedade livre, em que se contam votos, criam-se partidos, funciona a justiça, faz-se leis pelo legislativo e o executivo administra por ser encargo seu. País que planejou e executou o melhor plano educacional, no ensino público, com o que, valorizando a pessoa, eliminou desigualdades que tais, por si só, respondem pela culpa de merecer condenação.

Enfim, esse país foi bombardeado, destruído, sofreu por ver seus filhos penalizados quando, na verdade, eram vítimas e até as potências os tratavam como delinquentes. Hoje, num regime democrático, cultivando a liberdade e o direito de valorizar a personalidade, é um dos dez países mais ricos e de população capaz de ocupar uma faixa média de ganho no exame de toda sociedade.

Desfruta a liberdade na plenitude, apesar de ter perdido a guerra. A sociedade que logrou constituir-se nos desafia, nos dá uma lição, porque eles, repito, perderam a guerra e ganharam a paz. Nós, com nossa desigualdade grosseira e inaceitável, conseguimos, até hoje, perder a paz.

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Anisca Loskr
26 de novembro de 2023 13:35

Que decadência! Que raciocínio delirante! Asserção & razão=Zero!

Chico, um Papa e um novo tempo
É verdade que há “guerra santa”?
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