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Notícias “Quem tem gratidão não atinge seus aliados”, diz marido da ministra do Turismo

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Planalto e União Brasil avançaram na negociação pela saída de Daniela Carneiro. (Foto: Reprodução/Faceboo)

Com a ameaça de demissão da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, o seu marido, o prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho (Republicanos), se reuniu no começo da noite de terça-feira com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, no Palácio do Planalto.

Em uma conversa tensa, Waguinho cobrou gratidão do governo em razão do apoio dado a Lula na eleição presidencial do ano passado. O prefeito, considerado um dos maiores cabos eleitorais do Rio, relatou que sofreu retaliações, inclusive a seus filhos, por ter se empenhado na campanha do petista na Baixada Fluminense, região de influência do bolsonarismo.

Waguinho rompeu com o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar (PE), e deixou a legenda em abril deste ano para se filiar o Republicanos. Sua mulher, porém, segue no União, porque é deputada federal e poderia perder o mandato caso trocasse de sigla.

Na reunião, Waguinho ainda mostrou a Padilha vídeo de comícios realizados na região durante a eleição. Na época, o prefeito fez grandes atos de campanha para Lula na Baixada. Waguinho também registrou que uma eventual saída de sua mulher do ministério teria que ser discutida de forma correta com alguma contrapartida e não ser decidida em grupo de WhatsApp.

Articulação

A troca de Daniela pelo deputado Celso Sabino (PA) vem sendo articulada no grupo de WhatsApp da bancada do União Brasil na Câmara. Waguinho também afirmou que a saída de Daniela do cargo faria com que os seis deputados do Rio de seu grupo passassem a fazer oposição ao governo.

“Quem tem gratidão não atinge seus aliados”, disse o prefeito, ao sair da reunião com Padilha.

Waguinho ressaltou também ao ministro que ele e sua mulher podem aproximar o governo dos evangélicos. O prefeito tem articulado um evento com religiosos e Lula em Belford Roxo. O casal é evangélico e levou pastores e lideranças religiosas para conversar com a campanha de Lula, no ano passado.

“Quem pode trazer lideranças evangélicas para o governo? É a gente”.

Segundo Waguinho, Padilha afirmou que não há decisão tomada, e a discussão sobre a eventual troca no ministério será feita em conjunto. De acordo com Waguinho, Daniela deve encontrar com Lula na próxima semana, em uma agenda que ainda será marcada.

Apesar da pressão do União Brasil, Lula só deve, porém, bater o martelo sobre uma eventual troca na próxima semana. O presidente tem agenda em Pernambuco nesta quarta-feira, passará o feriado na base de Aratu, em Salvador, e só volta a Brasília no domingo.

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