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Geral Rapaz perde 19 mil reais ao cair no golpe de uma mulher que fingia ser corretora de imóveis

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“Chegamos a visitar o imóvel algumas vezes e infelizmente não desconfiamos de nada”, conta o jovem. (Foto: Reprodução)

O sonho de morar em uma casa própria em um lugar seguro se tornou pesadelo para um estudante. Antônio Pinheiro Rodrigues Júnior, 27 anos, acusa uma mulher de se passar por corretora de imóveis para dar um golpe e conta ter perdido 19 mil reais, que deu de entrada pelo imóvel. Segundo ele, depois de receber ameaças da criminosa, o pai dele enfartou e morreu.

De acordo com o estudante, após assinar um contrato de promessa de compra e venda e receber o sinal, a mulher desapareceu e passou a dar desculpas sobre a documentação da casa. Desconfiado, o jovem procurou uma delegacia e lá descobriu que havia caído em um golpe e que a mulher era uma falsa corretora, com outras anotações criminais por estelionato.

“Há cinco anos, comecei a trabalhar e passei a juntar um dinheiro para dar de entrada em um imóvel, com meus pais. Fiz algumas pesquisas em um site e nós encontramos uma casa ótima. Estava sendo vendida por 110 mil reais e, segundo a falsa corretora, poderia ter parte financiada pela Caixa Econômica”, conta.

“Chegamos a visitar o imóvel algumas vezes e infelizmente não desconfiamos de nada.”

Ainda de acordo com o estudante, depois de ser informado na delegacia de que teria caído em um golpe, ele foi a um cartório e pediu a certidão de ônus reais do imóvel e acabou descobrindo que a casa estava em nome de outra pessoa e que a vendedora, Juliana Gonçalves de Almeida, 43 anos, não tinha registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis.

Não bastasse passar pelo desespero de perder quase 20 mil reais, a família do estudante enfrentou outro drama. Depois de registrar o caso na Polícia Civil, ele diz que Juliana passou a fazer ameaças por telefone.

“Ela ligava para a minha irmã e falava para a gente retirar a queixa caso contrário iria acontecer o pior. Duas semanas depois, meu pai começou a passar muito mal, enfartou e morreu. Essa mulher destruiu nossa vida”, afirmou.

Segundo a polícia, Juliana foi indiciada por estelionato. Se for condenada pode pegar de um a cinco anos de prisão e ainda terá que pagar uma multa estipulada pelo juiz.

O caso ocorreu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. (AG)

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