Terça-feira, 07 de Julho de 2020

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Brasil A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, chora ao falar do cargo e deseja êxito no trabalho do seu sucessor ao participar de evento

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Raquel Dodge afirmou que deixa o cargo de procuradora-geral com o sentimento de dever cumprido. (Foto: Reprodução de TV)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, passou o dia em Goiânia, na sexta-feira (06), e chegou a se emocionar ao relembrar sua atuação à frente do cargo, que deixará no próximo dia 17. Ela foi assinar um termo para que Goiás também possa usar o Frida (Formulário de Risco aos Casos de Violência contra a Mulher) e fez uma palestra no Ministério Público Estadual.

Raquel Dodge evitou entrar em detalhes sobre a escolha feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, pelo nome de Augusto Aras para substituí-la. “A expectativa dos membros do Ministério Público é de que realmente sejam ouvidos nessa escolha. Eu tenho a desejar ao meu sucessor muito êxito no trabalho que ele fará, e torcer que tudo corra muito bem”, afirmou.

Durante a palestra que fez no Ministério Público, a procuradora comentou sobre a Lei de Abuso de Autoridade, sancionada pelo presidente. Para ela, é preciso que se garanta que o MP possa atuar “sem ameaças veladas”. “Nós temos que zelar sempre por autonomia do Ministério Público, que nos é assegurada na Constituição, para que os membros desta Casa trabalhem com as garantias constitucionais, com destemor, com coragem e prontidão”, afirmou a procuradora.

Para ela, a lei sancionada com 36 vetos “deveria ser integralmente vetada” e, inclusive, afirmou ter dito isso a Bolsonaro. A procuradora falou ainda sobre a importância do Ministério Público no respeito às leis, contra o retrocesso, e principalmente na defesa das minorias. Ela afirmou que deixa o seu cargo com o sentimento de dever cumprido.

“É o sentimento de quem cumpriu o seu cargo com integridade, com ética, procurando alargar o horizonte de trabalho do Ministério Público, que no Brasil tem um papel muito importante, tanto em defender a democracia, como direitos fundamentais, e zelar pela ordem jurídica. É um trabalho que temos feito intensamente”, afirmou ela.

Frida

O Frida foi lançado em 5 de dezembro de 2018, no 2º Seminário Internacional Brasil-União Europeia: Caminhos para a Prevenção da Violência Doméstica contra a Mulher, realizado em Brasília (DF).

A ferramenta indica, de forma objetiva, o grau de risco da vítima em virtude das respostas dadas às perguntas do formulário, o que pode reduzir a probabilidade de uma possível repetição ou ocorrência de um primeiro ato violento contra a mulher no ambiente de violência doméstica.

Raquel Dodge explicou que o Frida possibilita ao Estado definir as prioridades, uma vez que o uso do método científico mostra quem está sob maior risco e a quem primeiro ajudar. Ele vem como um socorro para organizar informações dentro do setor de Segurança Pública. “Para nós, é uma honra o Estado acolher mais este instrumento para reduzir a violência no País”, finalizou a procuradora-geral da República.

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