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Brasil Reforma da Previdência: Bolsonaro diz que políticos não terão privilégios e vão se aposentar pelo teto do INSS

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Bolsonaro orientou os quartéis a celebrarem a “data histórica”, quando um golpe militar derrubou o governo de João Goulart. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da República Jair Bolsonaro afirmou durante transmissão ao vivo no Facebook, na quinta-feira (07), que a reforma da Previdência vai combater privilégios e desigualdades. “O parlamentar vai se aposentar com o teto do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], em torno de R$ 5.000”, disse. “Os militares também estarão sujeitos às novas regras, respeitando suas especificidades.”

Bolsonaro afirmou ainda que a reforma é necessária para garantir o desenvolvimento do Brasil. “Não é porque eu quero, nós precisamos fazer uma reforma da Previdência”, disse o presidente.

Hoje, o parlamentar que concluir 35 anos de mandato garante uma aposentadoria pelo valor integral do salário, equivalente aos atuais R$ 33.763. Com quatro anos, aquele que se aposentam pelo PSSC (Plano de Seguridade Social dos Congressistas) terá garantida a aposentadoria de R$ 3.858,62, tomando como base o salário atual. O valor sobe para R$ 7.717,26 após dois mandatos completados.

Bolsonaro também falou sobre a MP (Medida Provisória) que dificulta a cobrança da contribuição sindical. A regra que já tem valor de lei foi editada na sexta-feira (1º). O texto precisa ser aprovada em até 120 dias no Congresso. “O sindicato vai ter de emitir boleto [bancário], e o trabalhador que achar que o sindicato está fazendo um bom trabalho vai lá e paga. Esperamos que o Parlamento aprove essa medida, que fará justiça para todos”, disse.

Outro ponto abordado pelo presidente da República foi o edital de concurso para assistente técnico do Banco do Brasil que exigia cursos sobre diversidade e prevenção ao assédio moral e sexual daqueles que concorriam a uma vaga.

“Olha só o nível de aparelhamento que existe: você precisava ter cursos de diversidade e prevenção ao assédio moral e sexual. Isso daqui é questão de educação, ninguém precisa fazer curso nesse sentido”, afirmou. Bolsonaro afirmou que falou com o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, a respeito do concurso da Previ e disse que a exigência deve cair nos próximos concursos.

“Um conselho que eu dou a você: se alguém for aprovado em algum concurso e for exigido esse diploma, pode entrar na Justiça que tu vai ganhar”, aconselhou o presidente aos seus seguidores. Após comentar sobre o concurso, Bolsonaro fez piada com o porta-voz, general Otávio Santana do Rêgo Barros, e com o general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Entre risos, o presidente perguntou se agora “eles estão preparados para fazer o concurso do Banco do Brasil”.

De acordo com o Banco do Brasil, o presidente falou sobre uma seleção interna da Previ aberta a todos os funcionários do BB. As inscrições terminaram no dia 1º de março e não têm vínculo com os concursos externos para trabalhar no banco.

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