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Brasil Região Sudeste do Brasil tem maior proporção de população 60+

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A mudança demográfica tem efeitos sobre diferentes áreas das políticas públicas.

Foto: Reprodução
A mudança demográfica tem efeitos sobre diferentes áreas das políticas públicas. (Foto: Reprodução)

A Região Sudeste tem a maior proporção de pessoas com 60 anos ou mais entre as cinco grandes regiões brasileiras. O grupo representa cerca de 18% da população regional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O envelhecimento populacional também aparece entre as características que ajudam a definir as prioridades dos eleitores e das políticas públicas na região.

Os dados mais recentes utilizados pelo IBGE mostram que 17% da população do Sudeste tinha 60 anos ou mais em 2022. A região era seguida pelo Sul, com 16,5%. No outro extremo estava o Norte, onde a população com 60 anos ou mais correspondia a 10,2% dos habitantes.

O envelhecimento da população brasileira ocorre em todas as regiões. A participação das pessoas com 60 anos ou mais aumentou entre 2012 e 2022, refletindo uma mudança na composição etária do país.

No Sudeste, a parcela de idosos passou a representar uma fatia maior da população ao mesmo tempo em que diminuiu a participação relativa das faixas etárias mais jovens. A região tinha 22,6% da população com menos de 18 anos em 2022, percentual inferior ao registrado em outras partes do país, como o Norte.

A mudança demográfica tem efeitos sobre diferentes áreas das políticas públicas. O aumento da população idosa amplia a demanda por serviços de saúde, medicamentos, atendimento especializado, transporte público acessível e políticas de cuidado de longa duração.

O perfil também tem reflexos no mercado de trabalho e na Previdência Social. Com uma parcela maior da população nas faixas etárias mais avançadas, cresce a necessidade de políticas voltadas à permanência de pessoas mais velhas em atividades profissionais, quando houver interesse e condições para isso, além de medidas relacionadas à aposentadoria e à proteção social.

O envelhecimento também é relevante para o planejamento urbano. A ampliação da população idosa aumenta a necessidade de espaços públicos acessíveis, calçadas adequadas, transporte adaptado e equipamentos de saúde e assistência social próximos dos locais de residência.

O levantamento do IBGE mostra diferenças importantes entre as regiões. Enquanto o Sudeste apresentava 17% de pessoas com 60 anos ou mais em 2022, o Sul registrava 16,5%. No Centro-Oeste, a proporção era de 12,1%. No Nordeste, chegava a 14%, e no Norte ficava em 10,2%.

A diferença está relacionada à composição etária histórica de cada região e às mudanças demográficas ocorridas ao longo das últimas décadas. Regiões com menor participação de crianças e jovens tendem a apresentar maior proporção relativa de idosos.

O processo também aparece nos dados sobre a população em idade adulta. No Sudeste, 26,7% dos habitantes tinham entre 40 e 59 anos em 2022. A faixa de 25 a 39 anos correspondia a 23,7%, enquanto pessoas entre 18 e 24 anos representavam 10,1%.

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