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Economia Reino Unido registra recorde de inflação em 40 anos

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Conservadores querem escolher sucessor na próxima semana, mas trabalhistas pressionam por eleições antecipadas. (Foto: Reprodução)

A inflação no Reino Unido atingiu um recorde em 40 anos em junho devido ao aumento dos preços de alimentos e combustíveis, em meio à crise do custo de vida do país.

O índice de preços ao consumo (IPC) subiu em junho para 9,4% em relação ao ano anterior, ante 9,1% em maio, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) em seu relatório mensal publicado nesta quarta-feira (20).

“Países ao redor do mundo estão enfrentando aumento de preços e eu sei como é difícil para as pessoas no Reino Unido, então estamos trabalhando junto com o Banco da Inglaterra para reduzir (a inflação)”, disse o ministro britânico de Economia e Finanças, Nadhim Zahawi.

Segundo o Banco da Inglaterra, a inflação pode subir para mais de 11% até o final do ano, agravada pela invasão russa da Ucrânia, pelo aumento dos preços do gás e por um mercado de trabalho tenso.

“A inflação atingiu um novo recorde de várias décadas em junho. O mercado de trabalho continua apertado, as pressões de preços em todo o mundo continuam fortes e esperamos um novo aumento nos preços da eletricidade” em outubro no Reino Unido, disse Anna Leach, economista do CBI , a principal organização de empregadores do Reino Unido.

“Portanto, é provável que a inflação permaneça alta pelo resto do ano, prejudicando a renda das famílias”, acrescentou.

PIB da Alemanha

Em outra frente, uma interrupção do fornecimento de gás russo na Europa reduziria o valor do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha em 1,5% em 2022, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicadas nesta quarta-feira (20).

“Se os efeitos diretos, indiretos e as incertezas forem combinados, fechar a torneira do gás reduziria o PIB em 1,5% em 2022, 2,7% em 2023 e 0,4% em 2024”, em comparação a um cenário em que a Alemanha continua recebendo gás russo, disse a instituição em um relatório.

A perda do “PIB acumulada entre 2022 e 2024 seria de 4,8% em relação ao PIB de 2020”, acrescentou o FMI. Para esta fonte, é a “principal ameaça” à maior economia da zona do euro.

No início de junho, a Alemanha ainda comprava 35% de seu gás da Rússia, contra 55% antes da guerra. Mas, mesmo que mantivesse o nível de compras do gás russo, o crescimento da economia alemã seria “moderado nos próximos trimestres”, alerta o FMI.

Algo que se explica pela “fraqueza da economia mundial” e pelos “gargalos” que pesam sobre a indústria exportadora, pilar da economia nacional.

O FMI estima que a Alemanha cresça 1,2% em 2022 e 0,8% em 2023. Ao mesmo tempo, a inflação (na qual o aumento dos preços da energia tem muito peso), “poderá se manter alta pelos próximos dois anos”, segundo o FMI.

A instituição projeta um aumento de preços para a primeira economia da União Europeia de 7,7% em 2022 e 4,8% em 2023. O fim do gás russo na Alemanha pode elevar essa previsão em mais dois pontos em 2022 e até 3,5 em 2023, acrescentou. As informações são da agência de notícias AFP.

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