Domingo, 07 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de abril de 2026
A taxa de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, manteve-se no nível mais baixo de seu mandato nos últimos dias, revelou um levantamento da Reuters/Ipsos, realizado em meio à guerra com o Irã e a uma disputa com o Papa Leão. A pesquisa de opinião pública de seis dias, concluída na segunda-feira (20), mostrou que 36% dos americanos aprovam o desempenho de Trump no cargo, valor inalterado em relação ao mês anterior.
Trump havia registrado sua maior taxa de aprovação no atual mandato – 47% – logo após tomar posse, em 20 de janeiro de 2025.
O presidente americano tem estado sob pressão desde que seu governo e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em fevereiro, o que elevou drasticamente os preços da gasolina.
Cerca de 36% dos americanos aprovam os ataques militares dos EUA contra o Irã, comparado a 35% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 10 e 12 de abril.
A pesquisa mais recente, com 4.557 adultos em todo o país, foi realizada online e possui margem de erro de 2 pontos percentuais.
O levantamento mostrou que muitos americanos, incluindo alguns membros do Partido Republicano de Trump, têm preocupações sobre o temperamento e a lucidez mental do presidente de 79 anos, após uma série de explosões agressivas.
26% dos americanos disseram considerar Trump “equilibrado” (even-tempered). Os republicanos dividiram-se sobre a questão, com 53% considerando-o equilibrado e 46% afirmando que ele não é; uma pequena parcela preferiu não responder.
7% dos democratas veem Trump como alguém de temperamento equilibrado.
Ameaças profanas de Trump
Trump exibiu agitação nas últimas semanas, postando uma ameaça em uma rede social de aniquilar a civilização do Irã, enquanto também atacou o Papa Leão como sendo “fraco contra o crime”, após as críticas do pontífice à guerra no Irã.
Trump ameaçou – inclusive com termos profanos – destruir todas as pontes e usinas elétricas do Irã.
Ele alarmou aliados no início deste ano ao ameaçar usar força militar contra a Dinamarca, aliada da OTAN, devido à sua exigência de anexo da Groenlândia pelos EUA.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A pesquisa Reuters/Ipsos mais recente foi conduzida durante um cessar-fogo frágil entre Irã e EUA, que deveria ter expirado nesta terça-feira, mas que acabou sendo prorrogado por Trump. O presidente americano ordenou que as Forças Armadas prorroguem o cessar-fogo contra o Irã “até que os representantes iranianos cheguem a uma proposta unificada para negociar a paz”.
Além disso, Trump determinou a continuidade do bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, medida anunciada em 12 de abril e que vem sendo considerada como um “ato de guerra” pelas autoridades iranianas.
Ainda segundo a pesquisa, cerca de 51% dos americanos – incluindo 14% dos republicanos, 54% dos independentes e 85% dos democratas – disseram que a lucidez mental de Trump “piorou” ao longo do último ano.
Trump ataca o Papa
Os ataques de Trump ao Papa Leão chamaram a atenção em parte porque os americanos têm, em geral, uma opinião mais elevada sobre o pontífice do que sobre o presidente. Cerca de 60% dos entrevistados disseram ter uma visão favorável do Papa Leão, em comparação com os 36% que disseram o mesmo de Trump. Eles também viram o papa de forma mais favorável do que democratas proeminentes, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e a ex-vice-presidente Kamala Harris.
A pesquisa descobriu que 16% dos americanos apoiam uma saída dos EUA da aliança da OTAN, um movimento que Trump tem ameaçado fazer.
A guerra com o Irã desencadeou uma alta nos preços da gasolina que atingiu as finanças pessoais da maioria dos americanos. O índice de aprovação de Trump sobre sua gestão do custo de vida nos Estados Unidos foi de 26%, empatado com o seu nível mais baixo até agora. Da mesma forma, 26% dos entrevistados na pesquisa disseram que a ação militar dos EUA no Irã valeu seus custos.
25% dos entrevistados – incluindo 6% dos democratas e 57% dos republicanos – disseram acreditar que os ataques dos EUA ao Irã tornariam a América mais segura. As informações são da agência de notícias Reuters.
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Está errada essa postagem, vi em todos os canais que aprovação do Trump e 35%