Quinta-feira, 02 de Julho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
11°
Mostly Cloudy

Brasil Relembre quem veio para os Jogos do Rio e não deixou saudades

Compartilhe esta notícia:

Lochte já conquistou 12 medalhas olímpicas (Foto: Divulgação)

Autoridades de segurança se prepararam durante meses para oferecer proteção aos estrangeiros que vieram para os Jogos Olímpicos. Mas, no sentido inverso, alguns convidados acabaram dando muito trabalho à polícia e à Justiça. Durante e até depois das competições, o Rio testemunhou crimes ou delitos de menor periculosidade cometidos por atletas, representantes de delegações olímpicas e turistas vindos de outros países. E pelo menos 14 deles não vão deixar saudade aos brasileiros. O caso mais recente envolve o presidente da Confederação de Vôlei do Irã, Mansour Damirchi, 53 anos, preso em flagrante por tentativa de furto.

Furto em loja. 

O iraniano tentava sair de uma loja sem pagar por alguns produtos que havia escondido em sua cintura. Detido por policiais, ele foi liberado após pagar fiança e responderá pelo crime em liberdade, mas seu passaporte permanece apreendido. “Alguns chegam aqui imaginando o País como se fosse uma republiqueta, pois a imagem da nossa violência circula em todo o mundo. Acham que podem fazer o que quiserem, que não haverá punição, que vão ser tratados com regalias. A polícia mostrou que estão errados. A resposta foi dada”, comentou o especialista em segurança pública e fundador do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), coronel Paulo Amêndola.

O Tribunal de Justiça do Rio informou que realizou 244 audiências, efetuou 97 transações penais e decretou 76 prisões preventivas durante os Jogos. Entre as principais ocorrências está o cambismo, com 182 registros.

“O Juizado teve atuação firme, corajosa e resolveu com equilíbrio cada situação”, disse o desembargador Mauro Martins, que coordena a Comissão Judiciária de Articulação dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais em Eventos Esportivos e Culturais. Segundo ele, turistas se surpreenderam com a ação da Justiça. “Uma juíza contou que alguns estrangeiros revelaram surpresa por estarem diante de uma magistrada, em uma audiência, em plena madrugada. Essa ideia que o torcedor estrangeiro levou para seu país é positiva.” Para o sociólogo Paulo Baía, a Olimpíada melhorou a imagem das forças de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O caso dos nadadores americanos.

O caso mais polêmico, destaque na imprensa mundial e que causou muito revolta dos brasileiros, foi protagonizado por nadadores americanos, acusados de falsa comunicação de crime.

O campeão olímpico Ryan Lochte será intimado a prestar novo depoimento no Brasil em breve e, caso não venha dos Estado Unidos para a audiência, será condenado à revelia e pode receber pena de até seis anos de prisão. Lochte e outros três nadadores teriam arrumado uma confusão em um posto de combustíveis. O campeão teria danificado uma porta do banheiro do posto e, no dia seguinte, deu entrevista à TV americana dizendo que tinha sido assaltado. A Polícia Civil descobriu a farsa.

Outro caso grave foi a prisão de dois pugilistas. Em casos semelhantes, o marroquino Hassan Saada e o atleta da Namíbia Jonas Junias Jonas foram presos acusados de tentativa de estupro na Vila Olímpica. Junias teria oferecido dinheiro a uma camareira em troca de sexo. Já Saada teria passado a mão nas pernas e nos seios de duas funcionárias, que fugiram do local.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Presos quebram celas de carceragem no Palácio da Polícia e Justiça autoriza transferência para Presídio Central
Senador Aécio Neves recebe ameaça de morte após iniciar questionamento de Dilma no julgamento de impeachment
Deixe seu comentário
Pode te interessar