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Geral Rio Grande do Sul deixa de depender do Pará para exames de Chikungunya

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O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. (foto: reprodução)

O IPB-Lacen (Laboratório Central do Estado) acaba de implantar as metodologias RT-PCR (Reverse Transcription Polymerase Chain Reaction) e ELISA IgM (Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay), importantes para o diagnóstico e monitoramento das doenças causadas pelo vetor Aedes aegipty. Com isso, já estão sendo processadas as amostras para casos clínicos suspeitos de Chikungunya no Rio Grande do Sul. Já foram disponibilizados pelo Sistema de Gerenciamento de Análises Laboratoriais 86 resultados.

Anteriormente, de acordo com orientação do Ministério da Saúde, as amostras eram enviadas ao Instituto Evandro Chagas no Pará, Norte do País, com um prazo mais prolongado para processamento e liberação do resultado final, somado aos elevados custos de logística com transporte aéreo especializado. Com a técnica sendo executada no RS, o tempo de processamento das amostras, em condições ideais, foi reduzido para 24h, para atendimento da população pelo SUS.

Febre Chikungunya

É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Sintomas

Febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Transmissão

O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados. São eles o Aedes aegypti, de presença essencialmente urbana, em áreas tropicais e, no Brasil, associado à transmissão da dengue; e o Aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais, também existente no Brasil e que pode ser encontrado em áreas urbanas e peri-urbanas em menor densidade. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada.

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