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Rio Grande do Sul Sobe para 42 o número de mortes causadas pelo ciclone no Rio Grande do Sul. Quarenta e seis pessoas seguem desaparecidas

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Maioria dos casos é registrada na região do Vale do Taquari. (Foto: Defesa Civil/RS)

Autoridades gaúchas ainda contabilizam as perdas humanas e materiais decorrentes dos temporais, enchentes e enxurradas causados pela passagem de um ciclone pelo Rio Grande do Sul nesta semana. Conforme a Defesa Civil estadual, ao menos 42 gaúchos morreram – a maioria na região do Vale do Taquari – e o número de desaparecidos subiu de 15 para 46 até as 18h deste sábado (9).

A cidade de Muçum continua no topo da lista de casos fatais (16 ocorrências), seguida por Roca Sales (10), Cruzeiro do Sul (4), Lajeado (3) e Estrela (2), todas localizadas no Vale do Taquari. Ibiraiaras (Região Nordeste) também registra dois óbitos, enquanto cinco cidades registraram um óbito cada: Encantado, Imigrante e Santa Tereza (as três localizadas no Vale do Taquari), Mato Castelhano e Passo Fundo (as duas na Região Norte do Estado).

No que se refere a perdas materiais, a estatística contabiliza quase 3,2 mil desabrigados e mais de 8,2 mil desalojados. Cerca de 3,1 mil foram resgatados e 224 ficaram feridos.

De um modo geral, o contingente de indivíduos afetados de alguma maneira pelos temporais, vendavais, enchentes, enxurradas, cortes de energia e outros incidentes passa de 150 mil em 88 dos 497 municípios gaúchos.

Os dados constam em balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na tarde deste sábado. No site estado.rs.gov.br é possível consultar o levantamento oficial, de forma detalhada e com atualização constante.

Perdas humanas

– Muçum: 16.
– Roca Sales: 10.
– Cruzeiro do Sul: 4.
– Lajeado: 3.
– Estrela: 2.
– Ibiraiaras: 2.
– Encantado: 1.
– Imigrante: 1.
– Mato Castelhano: 1.
– Passo Fundo: 1.
– Santa Tereza: 1.

Desaparecimentos

– Muçum: 30.
– Arroio do Meio: 8.
– Lajeado: 8.

Drones

Equipes de resgate estão utilizando drones para auxiliar nas buscas a desaparecidos e aumentar as chances de ainda encontrar sobreviventes. Alguns desses equipamentos foram disponibilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Os modelos utilizados oferecem funcionalidades que vão além do mero registro fotográfico ou de visualização remota: contam com sistema de localização térmica, capaz de identificar variações de calor, além de captar informações de altimetria (medição de alturas ou de elevações de um determinado terreno) e altitude (medição da distância vertical de um ponto em relação ao nível do mar).

Desse modo, com o compilado desses dados, é feito um processamento, tornando possível calcular plano altimétrico (determinando os níveis do terreno), massa, altura e distâncias. Esse trabalho é reforçado por quatro integrantes do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) da Defesa Civil nacional, que chegaram de Brasília na quinta-feira (7).

Os registros são georreferenciados e, desse modo, também podem auxiliar nos planos de trabalho para reconstrução de infraestruturas atingidas e no embasamento de decretos de calamidade pública. Além de drones, há o recurso a aeronaves com capacidade de voo noturno. Também começam a ser empregados cães de busca do Corpo de Bombeiros Militar.

(Marcello Campos)

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