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Política Ronaldo Caiado volta a cobrar explicações de Flávio Bolsonaro sobre Vorcaro e diz que o País precisa de um presidente com independência intelectual

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Pré-candidato à Presidência pelo PSD afirmou que Flávio deve "prestar contas" à população. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a cobrar explicações públicas do senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre as conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Durante visita ao evento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Caiado afirmou que o debate eleitoral de 2026 deve se concentrar na capacidade dos pré-candidatos de governar o país e que o Brasil precisa de um presidente com “autoridade moral” e “independência intelectual”.

“Ganhar a eleição do Lula, nós ganharemos. Mas o que precisamos saber é quem terá autoridade moral para sentar na cadeira, quem terá independência intelectual para ter metas para o Brasil se desenvolver no mesmo ritmo que hoje os empreendedores conseguem implantar nas suas áreas. É este o desafio do país”, afirmou.

Na fala, Caiado evitou atacar diretamente o aliado do campo da direita, mas afirmou que “cada um que tem seus problemas que se explique”.

“Todos nós esperamos que ele (Flávio Bolsonaro) realmente preste contas à população, é o que o povo espera”, disse Caiado.

Ao defender sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, Caiado afirmou ter “independência moral” para disputar a Presidência da República e disse que nunca esteve envolvido em “patifaria”.

“Tenho 40 anos de vida pública. Nunca pairou sobre Ronaldo Caiado qualquer dúvida sobre comportamento moral, ético e nunca me viram envolvido em negociatas ou qualquer tipo de patifaria”.

Na última quarta-feira (13), Caiado já havia cobrado explicações do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro sobre as conversas com o banqueiro. Na ocasião, o ex-governador de Goiás afirmou que o senador precisa esclarecer as circunstâncias em que pediu dinheiro ao dono do Banco Master para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações ocorreram no mesmo dia em que os diálogos entre Flávio e Vorcaro, preso e investigado por fraudes bilionárias, foram revelados pelo site Intercept Brasil. O senador confirmou as conversas, mas negou irregularidades.

Desempenho 

Na quinta (14), Caiado voltou a falar do assunto. Afirmou que a divulgação das conversas pode afetar o desempenho eleitoral do parlamentar, ao gerar dúvidas entre eleitores de direita, e provocar dispersão de votos no primeiro turno da corrida presidencial.

Para Caiado, o impacto do episódio dependerá das explicações que Flávio apresentar ao público.

“Ele deve se colocar para trazer respostas desse fato específico. As pessoas que acreditarem naquilo que ele apresentar vão marchar com ele; os que tiverem dúvida vão pulverizar os seus votos. Isso aí é decisão de foro pessoal”, declarou durante participação no programa “Arena Oeste”, da Revista Oeste.

Os diálogos entre Flávio e Vorcaro, preso e investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro, foram revelados pelo site Intercept Brasil. O senador confirmou as conversas, mas negou irregularidades.

O ex-governador de Goiás destacou que a responsabilização deve ser individual e que cabe ao senador esclarecer o caso. “Cada um que for amanhã denunciado tem que prestar contas. Vai lá, presta contas, vê se a sociedade entende o que ocorreu e volta para o processo político. Isso é cobrado de todos, seja ele senador, ministro do Supremo, deputado federal, estadual ou vereador. Ninguém pode, por ter mandato, se sentir acima das leis. Caberá a ele se explicar”, afirmou.

Caiado também voltou a dizer que não será oportunista diante do episódio e defendeu que a oposição mantenha um objetivo claro para “não perdeu o seu Norte”. “Pode acontecer problemas com cada um dos pré-candidatos, mas no segundo (turno) temos que estar unidos para vencermos o PT. Esse é o objetivo que a sociedade cobra de nós”, declarou.

Na avaliação do pré-candidato, casos individuais não devem ser usados para generalizar críticas a todo o campo da direita. Por outro lado, ele disse que “de maneira alguma você pode querer imaginar que todos aqueles que defendem a centro-direita são pessoas 100% impolutas e paladinos da moralidade”.

As declarações ocorrem um dia depois da revelação de diálogos que associam Flávio Bolsonaro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem do Intercept Brasil, documentos e mensagens indicam que pelo menos US$ 10,6 milhões – cerca de R$ 61 milhões – teriam sido pagos pelo banqueiro para financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. (Com informações do portal de notícias g1)

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