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Política Rosângela Moro muda o título eleitoral para o Paraná e pode se candidatar a senadora caso seu marido, Sérgio Moro, seja cassado

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Sergio Moro é alvo de duas ações que apontam abuso de poder econômico e caixa dois praticados na campanha de 2022.

Foto: Reprodução
Sergio Moro é alvo de duas ações que apontam abuso de poder econômico e caixa dois praticados na campanha de 2022. (Foto: Reprodução)

Eleita pelo Estado de São Paulo em 2022 com 217.170 votos, a deputada federal Rosângela Moro (União-SP) transferiu o título de eleitor de volta para o Paraná, mesmo domicílio eleitoral do marido, o senador Sérgio Moro (União-PR).

Em menos de um mês, no dia 1º de abril, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deverá começar o julgamento que pode cassar o mandato do ex-juiz no Senado.

Moro é alvo de duas ações que apontam abuso de poder econômico e caixa dois praticados na campanha de 2022. Elas foram apresentadas pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e pela Federação Brasil da Esperança, composta por PCdoB, PV e PT, esta última, sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a transferência do domicílio eleitoral feita pelo menos seis meses antes de eventual nova eleição, Rosângela passa a ser uma alternativa concreta para concorrer à cadeira de Moro, caso ele seja cassado pela Justiça Eleitoral, aproveitando o capital político do ex-juiz no Estado natal do casal.

Nesta sexta-feira (8), a empresária Roberta Moreira Luchsinger acionou a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo contra Rosângela, por ter feito a mudança. Ela alega que a deputada praticou “infidelidade domiciliar” por abandonar “o eleitorado que a elegeu e, por conseguinte, renunciado tacitamente a seu mandato”.

O requerimento que pede a perda do mandato eletivo de Rosângela, assinado pela advogada Maíra Recchia, relembra que, antes de eleita por São Paulo, a parlamentar tinha o domicílio eleitoral no Paraná. Moro também tentou a transferência, mas a mudança foi indeferida pela Justiça Eleitoral, por ele não preencher os requisitos do vínculo eleitoral.

Em nota, a deputada federal afirmou que a “transferência do domicílio eleitoral é um direito de todo cidadão brasileiro”. “A deputada federal Rosângela Moro (União-SP), apesar de ter efetivado a transferência do seu domicílio eleitoral para o Paraná, onde se encontra o seu marido e sua família, continuará a representar o Estado de São Paulo e sua população, mantendo, inclusive, seu escritório de representação aberto na capital paulista e a agenda nas demais cidades do Estado”, informou.

De acordo com o advogado e professor de Direito Eleitoral da Escola Paulista de Direito Alberto Rollo, não há obrigação de que o indivíduo mantenha o domicílio eleitoral no mesmo Estado em que foi eleito, segundo a legislação. Essa exigência existe apenas para vereadores, afirmou o professor. Ou seja, juridicamente, não há nenhuma implicação da mudança no exercício do atual mandato dela na Câmara.

“Apesar de demonstrar falta de compromisso com o eleitor de São Paulo, não há fundamento jurídico para uma consequência como a cassação do mandato, por exemplo”, disse Rollo. Segundo ele, caberá ao juiz designado para o caso definir se vai acolher a representação e, então, abrir um precedente jurídico.

Entre os cotados para concorrer à vaga que poderá ser aberta caso o ex-juiz seja cassado, estão a deputada federal, Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-senador Alvaro Dias (Podemos-PR) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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Getulio Dos Santos Dias
9 de março de 2024 00:52

só querem se arrumar.

Vanderlei Stefani
9 de março de 2024 00:53

É picaretagem que diz né

Wilson Rodrigues DA Luz Rodrigues
9 de março de 2024 02:06

Esse professor Alberto Rollo, se é que é professor? Esse camarada Rollo, está todo enrolado, pois, para se sair candidato a um cargo político, é obrigatório, que o candidato tenha residência fixa no local, onde está saindo candidato. Prazo é de pelo menos 06 (seis) meses antes da eleição. Outro detalhe, na hora que o candidato transfere o seu titulo, para outro Estado, queiram, ou não automáticamente perde o seu mandato. Não há logica nenhuma, o camarda ser eleito, por para defender um Estado e morar em outro Estado. Indiretamente é uma falta de respeito com o eleitor do Estado,… Leia mais »

Wilson Rodrigues DA Luz Rodrigues
9 de março de 2024 02:17

É interessante o ex-presidente BOLSONARO, lascou o ex-Juiz Sergio Moro, de cabo a rabo. BOLSONARO fez Sergio Moro renunciar ao cargo de Juiz, um cargo vitalício, para se aventurar a ser indicado e nomeado MINISTRO do Superior Tribunal Federal, outro cargo vitalício. Agora BOLSONARO através do seu Partido PL, vem a juízo requerer a cassação do MANDATO de Senador de Sergio Moro. Gente BOLSONARO é uma desgraça na vida do ex-Juiz Sergio Moro. O pior de tudo, é que BOLSONARO quaqndo ocupava o cargo de presidente, indicou e nomeou 02 (dois) Ministro do Superior Tribunal e Sergio Moro continuou a… Leia mais »

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