Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2026
Após dois dias de prisão como autor confesso da morte da avó, em Porto Alegre, um homem de 26 anos recebeu liberdade provisória mediante o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão é do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e incluiu a determinação de que saia de casa onde morava com a idosa – o objetivo é impedir que se aproxime do avô, marido da vítima.
O crime foi cometido na madrugada de sexta-feira passada (22), na residência da família no bairro Bom Jesus (Zona Leste). A Polícia Civil investiga o caso como 34º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul nestre ano, embora a defesa do autor negue essa hipótese.
De acordo com a Brigada Militar (BM), na manhã daquele dia o neto procurou espontaneamente um batalhão da corporação para relatar o crime. Ele acabou preso em flagrante após levar os policiais até o corpo de Cecília Zonta de Castro, 72 anos, deitado sobre a cama.
Ainda não há confirmação oficial da causa do óbito, mas a equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP) que esteve no local constatou sinais de asfixia mecânica. Em depoimento preliminar, o neto contou ter estrangulado a idosa com as mãos, durante a madrugada, “na tentativa de fazer com que ela pegasse no sono e também o deixasse dormir” – nesse momento as coisas teriam saído de controle. Ao confessar o fato à BM, por volta das 8h, ele aparentemente demonstrava arrependimento.
Imagens do local veiculadas na imprensa da capital gaúcha mostraram a parte externo onde se deu a morte de Cecília. Trata-se de uma casa de configuração bastante simples, localizada nas imadiações do número 55 da rua Sete, na Vila Mato Sampaio.
Esgotamento mental
O homem relatou que a avó apresentava agitação durante a madrugada, decorrente de longo processo de recuperação das sequelas de um acidente de trânsito, situação que exigia por cuidados permanentes em relação à idosa, com quem morava. Disse, ainda, que o marido dela dormia na mesma casa no momento do feminicídio, mas não teria percebido a movimentação.
Ele não possuía antecedentes criminais até então, nem histórico de consumo de álcool ou outras drogas. Também não havia registros de violência doméstica ou ameaça entre os moradores do imóvel. A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre, Thais Dequech, cogitou como possível motivo para o ato extremo o investigado estar sob forte estresse por causa das demandas relaciondas aos idosos.
A hipótese é corroborada pela narrativa de familiares próximos. Tios e vizinhos chamaram a atenção para o fato de que o autor confesso do crime sofre de depressão, não possui trabalho fixo e, ultimamente, apresentava sinais de esgotamento mental pela dedicação exclusiva à rotina de cuidados.
Advogados se manifestam
Em nota enviada aos veículos de imprensa, os advogados do autor confesso da morte da avó refutam a tese de feminicídio. Confira um trecho do texto, a seguir.
“Embora as investigações ainda estejam em andamento, a defesa é segura ao afirmar que não há se falar em feminicídio. O fato será melhor esclarecido em momento oportuno. O acusado amava seus avós e parou sua vida por cinco anos para dedicá-la aos seus cuidados. É querido pelos vizinhos e pelos próprios familiares, os quais contrataram a sua defesa, pois sabem de sua índole”.
(Marcello Campos)
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Matou a avó no dia 22 e já está em liberdade cautelar 3 dias após. A Justiça entende que não oferece ameaça a sociedade. Palavras contra certas autoridades, oferecem mais risco social. É isto que se transformou o Judiciário ideológico e corrupto do Brasil