Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2024
Com o grande número de pessoas utilizando a internet e as redes sociais, também cresce o número de ofertas de produtos on-line, além de ofertas enganosas, os chamados golpes. Uma vez que a pessoa é vítima de um, ela pode pensar que não há o que fazer, mas não é bem assim.
Bruno Trigo, gerente de risco da 99Pay, compartilhou algumas recomendações do que fazer após cair em um golpe digital. Confira abaixo uma lista do que fazer caso lide com alguns dos golpes mais comuns na internet.
Phishing
O phishing é um dos golpes mais comuns, onde fraudadores se passam por empresas conhecidas para “pescar” informações confidenciais dos usuários.
Caiu no golpe? Comunique imediatamente a instituição financeira responsável pela sua conta ou cartão. Mantenha-se atento às suas informações financeiras e utilize medidas de segurança on-line.
“Em caso de suspeita de atividade fraudulenta, aja rapidamente para aumentar suas chances de recuperação”, pontua.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) endossou a explicação do especialista e ressaltou que “o banco nunca liga para o cliente pedindo senha nem o número do cartão e também nunca liga para pedir para realizar uma transferência ou qualquer tipo de pagamento. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, pegar o número de telefone que está no cartão e ligar de outro telefone para tirar a limpo essa história”.
Perfis Falsos
Neste método, o golpista cria um perfil falso usando informações básicas da vítima para entrar em contato com pessoas do círculo social do indivíduo e inventar uma história convincente para justificar um pedido de transferência.
Caiu no golpe? De acordo com o especialista, a recuperação do dinheiro pode ser desafiadora, especialmente no caso de um Pix enviado ao golpista. Em casos de fraude, é possível solicitar o estorno na instituição financeira por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Dirija-se à delegacia mais próxima e formalize um boletim de ocorrência.
“O momento é tenso e estressante tanto emocionalmente como financeiramente. Vejo que muitas pessoas acabam entrando em desespero – o que é compreensível, mas não ajuda a encontrar soluções. O primeiro passo é tentar se acalmar, para encontrar caminhos possíveis para reverter ou evitar mais prejuízos”, explica Bruno.
Como utilizar especificamente o MED: De acordo com informações divulgadas pelo Banco do Brasil, a vítima de golpe deve registrar o pedido de devolução na sua instituição em até 80 dias da data em que foi feito o Pix. O procedimento funciona assim:
– Faz a reclamação junto à instituição bancária;
– O banco avalia o caso e, se entender que faz parte do MED, o recebedor do seu Pix terá os recursos bloqueados da conta;
– O caso é analisado em até sete dias. Se concluírem que não foi fraude, o recebedor terá os recursos desbloqueados. Se for fraude, em até 96 horas a vítima receberá o dinheiro de volta (integral ou parcialmente).
O MED também pode ser utilizado quando existir falha operacional no ambiente Pix da sua instituição – por exemplo, o banco efetuar uma transação em duplicidade. Nesse caso, ele avalia se houve a falha e, em caso positivo, em até 24 horas o dinheiro é devolvido.
E se nada disso funcionar? O advogado especialista em direito digital Maurício Zerbini, explicou que ainda é possível tentar reaver o dinheiro.
“Se todas as outras opções falharem, a pessoa pode considerar buscar assistência jurídica para processar o banco e reaver o valor perdido. Um advogado especializado pode orientar sobre as melhores medidas a serem tomadas no seu caso”, aconselha.
Prevenção
Melhor do que descobrir a como lidar com um golpe é nem mesmo ser vítima dele. Veja abaixo quatro dicas do especialista Maurício Zerbini para escapar destes golpes.
– Nunca compartilhe informações pessoais ou financeiras, como números de cartão de crédito, senhas ou códigos de segurança, por e-mail, telefone ou mensagens de texto, a menos que você tenha certeza da legitimidade da solicitação.
– Mantenha seu computador, smartphone e outros dispositivos eletrônicos protegidos com antivírus e softwares de segurança atualizados para evitar que hackers obtenham acesso aos seus dados pessoais.
– Esteja atento a e-mails, mensagens de texto ou telefonemas que solicitem informações pessoais ou financeiras ou que pareçam suspeitos. Golpistas muitas vezes tentam enganar as pessoas usando táticas de phishing.
– Ao fazer compras on-line, verifique se o site é seguro e confiável, procurando por sinais como o cadeado na barra de endereço e URLs que começam com “https://”. Evite fazer compras em sites desconhecidos ou não seguros.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) também ressalta o empoderamento do usuário na hora de bloquear o acesso a informações. Em nota, a entidade afirma que alguns aplicativos pedem bem mais informações do que é necessário e bloquear estes acessos também torna sua navegação mais segura.
“Evite fornecer os seus dados para todo e qualquer aplicativo ou site que surja por aí. Você não precisa permitir o acesso a tudo que é seu para um app funcionar. Eles pedem coisas a mais do que precisam para poder te oferecer um serviço. Negue tudo que puder. Apague também seus dados em aplicativos e redes sociais que não utilize mais”, aconselha o Idec em nota. As informações são do jornal O Dia.
Os comentários estão desativados.