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Brasil Saiba como multiplicar o seu dinheiro em 2018

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Para que os recursos rendam mais, o investidor deve conhecer as modalidades disponíveis para aplicação. (Foto: Reprodução)

As férias dos sonhos, a compra da casa própria ou do carro novo, o financiamento dos estudos ou um futuro financeiro mais confortável. Para planos mais imediatos ou projetos de longo prazo, o ideal é encontrar formas de multiplicar seu dinheiro, protegendo as suas economias.

Fazer com que os recursos rendam mais, porém, depende de alguns esforços, explicam os especialistas. Um deles é entender como funcionam os produtos do mercado que garantem rendimentos futuros às aplicações. Neste quesito, há uma grande variedade de opções, tais como renda fixa, títulos públicos e letras de crédito.

Os economistas alertam que o primeiro passo é organizar as contas e estabelecer uma meta de poupança mensal. “Para o pequeno poupador, o mais importante é ter o capital e depois começar a acompanhar o saldo, ver o que pagou de taxas ao banco e o quanto o dinheiro rendeu ao fim de um período”, explica Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).

Somente três em cada dez brasileiros, conseguem encerrar o mês com uma sobra, segundo o Indicador Mensal de Reserva Financeira elaborado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Para 60% dos que têm disciplina, o destino do dinheiro é a caderneta de poupança.

“Tem que fazer o dever de casa e comparar as taxas”, diz ela. “Hoje, com qualquer valor, você consegue iniciar uma aplicação. No Tesouro Direto, há títulos de pouco mais R$ 30. Mas é preciso acompanhar o noticiário para entender como funcionam as taxas de administração e de serviço. Além disso, é preciso entender como é a incidência de Imposto de Renda.”

Modalidades

Poupança – A caderneta de poupança pode ser aberta por qualquer cidadão, em uma agência bancária, mediante algumas exigências. Não sofre desconto de Imposto de Renda, mas a sua rentabilidade anual é considerada baixa (6,93% no ano passado). “Se o objetivo é fazer com que as economias comecem a se multiplicar, a caderneta é o pior dos investimentos, pois é o que rende menos”, sugere Aleksander Avalca, professor da escola de negócios Isae. “O conselho é deixar apenas um dinheiro de reserva na aplicação, de R$ 2 mil a R$ 5 mil, para emergências.”

CDB (Certificado de Depósito Bancário) – Pode ter condições diferentes quanto à forma de remuneração, ao prazo de investimento e ao valor mínimo de aplicação. Esse título de renda fixa pode ter rendimento prefixado, com base em uma taxa acordada no ato da contratação, ou pós-fixado, conforme o desempenho de determinado indicador (como o CDI). Há remuneração e liquidez (possibilidade de vender o título e receber de volta dinheiro) diárias, mas o dinheiro aplicado por mais tempo tende a ter rentabilidade maior do que se investisse somente no curto prazo.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário) – Como acontece com o CDB, o CDIs é uma modalidade de aplicação que pode render uma taxa de juros variável ou fixa. Quando se fala em “rentabilidade atrelada ao CDI”, isso significa que o certificado está sendo usado como uma espécie de taxa de juros para operações de curto prazo, e tornou-se referência para várias operações financeiras.

Tesouro Direto – Trata-se de um título público que significa LFT (Letra Financeira do Tesouro), ou seja: é como se o investidor emprestasse dinheiro ao governo. Para contratar o investimento, é preciso se cadastrar no site do Tesouro Direto e ter uma conta aberta em uma corretora de valores. Ao adquirir esse título, o montante poderá render conforme a Selic ou de acordo com a variação da inflação oficial pelo IPCA.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) – É um título privado no qual o cliente “empresta” o dinheiro a uma instituição, que o utiliza em financiamentos imobiliários. As vantagens são a isenção de Imposto de Renda e o Fundo Garantidor de Crédito (a pessoa não perde o dinheiro aplicado). O rendimento equivale a um percentual do CDI, negociado com o banco, e costuma ficar bem próximo da Selic (hoje em 7,5% ao ano).

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) – Funciona como o LCI, com a diferença de que o banco utiliza o dinheiro aplicado para investir no agronegócio.

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