Terça-feira, 18 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Saiba como o brasileiro vai gastar o dinheiro da isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês

Compartilhe esta notícia:

A medida cumpre uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano. (Foto: Joédson Alves/ABr)

O pagamento de dívidas e a compra de itens essenciais do dia a dia, como alimentos, combustíveis e medicamentos, devem ser os principais destinos da renda extra que a nova isenção do Imposto de Renda trará a cerca de 14 milhões de brasileiros com ganhos mensais de até R$ 5 mil, aponta um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Além do impacto econômico, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovada no Senado, tem forte componente político.

A medida cumpre uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforça o discurso do governo de priorizar o poder de compra da população de menor renda, especialmente em um cenário de juros altos e endividamento recorde.

A iniciativa também surge em um contexto estratégico: ao entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, ano eleitoral, a medida tende a melhorar a percepção do governo entre trabalhadores da classe média baixa, sensíveis ao custo de vida e à carga tributária. Ao mesmo tempo, o impacto fiscal de mais de R$ 30 bilhões alimenta críticas de opositores, que veem a medida como populista e fiscalmente arriscada em um momento de incerteza sobre o equilíbrio das contas públicas.

No curto prazo, endividamento e inadimplência do consumidor, atualmente em níveis elevados e juros básicos na maior marca em 20 anos, são fatores que devem jogar contra do uso dos recursos para a compra de itens de maior valor. No entanto, a recuperação do crédito dos que estão hoje inadimplentes pode turbinar o consumo de bens mais caros e comprados a prazo ao longo de 2026, que é um ano eleitoral.

Dos R$ 31,2 bilhões de renúncia fiscal projetados para o ano que vem, cerca de um terço, R$ 10,47 bilhões, será usado para pagamento de dívidas, aponta o estudo da CNC. Na sequência, o segundo destino dos recursos extras será a compra de bens, que deve absorver R$ 8,84 bilhões ou 28,4% do total, seguido pelo gasto com serviços (R$ 8,14 bilhões ou 26%) e poupança, com R$ 3,75 bilhões (12%).

“A tendência é que o consumidor aproveite esses recursos para limpar o nome e aliviar um pouco o orçamento”, afirma o economista-chefe da CNC e responsável pelo estudo, Fabio Bentes.

Ele observa que, de um lado, o mercado de trabalho tem indicadores muito bons, mas a economia está com freio de mão puxadíssimo, que é a taxa de juros de 15% ano. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Anderson Cardoso da Silva
12 de dezembro de 2025 22:45

Agora eles já sabem até quando tu vai te ferrar..

Segunda parcela do décimo terceiro deve ser depositada até dia 19
Alexandre de Moraes vota na Primeira Turma do Supremo para confirmar a própria decisão e cassar o mandato da deputada federal Carla Zambelli
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x