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Geral Saiba quem é Mayra Pinheiro e por que ela é investigada pela crise de oxigênio

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Foto de 4 de janeiro: Prefeito David Almeida (e), Mayra Pinheiro (C) e governador Wilson Lima durante visita a unidades de saúde em Manaus. (Foto: Secom)

Conhecida nas redes sociais como “capitã cloroquina”, Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, prestou depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (25). Médica pediatra, Mayra Pinheiro chegou a pedir para ficar em silêncio na CPI para não se autoincriminar, mas o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido. A defesa dela voltou a acionar o STF, alegando que a secretária é alvo de uma ação por improbidade administrativa na Justiça Federal do Amazonas. Lewandowski, então, autorizou que ela não respondesse apenas perguntas sobre fatos ocorridos entre dezembro e janeiro.

A secretária chegou a Manaus no início de janeiro, pouco antes de o sistema de Saúde entrar em colapso, como representante do Mistério da Saúde. Ela estava no Amazonas e presenciou o aumento expressivo do número de casos da doença, hospitais lotados, as mortes por falta de oxigênio e o envio de pacientes a outros estados.

No dia 4 de janeiro, em uma comitiva integrada pelo governador Wilson Lima e pelo prefeito David Almeida, Mayra Pinheiro visitou unidades de Saúde de Manaus e conversou com profissionais da área. O objetivo da visita era definir ações de combate à pandemia de coronavírus no estado, que voltava a apresentar alta no número de casos.

Segundo a secretária, uma das estratégias era adotar com os médicos da atenção primária o chamado “protocolo clínico rápido” para diagnóstico de Covid. O intuito, segundo ela, era que fossem tomadas medidas para evitar novos internações e, consequentemente, o colapso do sistema.

Em coletiva de imprensa, ela chegou a fazer um “apelo” a médicos para que usassem nos pacientes o chamado tratamento precoce, composto por medicamentos sem eficácia contra a Covid. E afirmou ainda que bastava fazer o diagnóstico clínico para Covid, sem a necessidade de teste para comprovar a doença.

“Peço de novo a todos os profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), aos médicos das unidades de pronto-atendimento, que prescrevam, após diagnosticarem clinicamente, o tratamento precoce. Ele pode salvar vidas.”

Durante a entrevista, a representante do Ministério da Saúde defendeu o uso de remédio contra a malária para o tratamento precoce de casos de covid-19. Sem nomear o medicamento, Mayra Pinheiro referia-se à cloroquina, que é utilizada no tratamento de malária, de artrite reumatoide e de lúpus.

Desde outubro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já afirmava que o remédio sugerido não tem eficácia comprovada contra a Covid.

Mayra Pinheiro e outras seis pessoas, incluindo o ex-ministro Eduardo Pazuello, são investigadas pelo Ministério Público Federal em um inquérito que apura a crise na saúde durante a segunda onda da Covid.

Durante depoimento ao MPF, em 12 de março, ela lembrou a orientação do Ministério da Saúde de dar autonomia aos médicos para prescrever medicamentos e afirmou que a OMS iria liberar oficialmente o uso da ivermectina (vermífugo) como tratamento contra a doença. Ao contrário do que disse Mayra Pinheiro, a OMS nunca recomendou o uso de ivermectina para tratar a Covid-19.

Nesta terça na CPI, ao relatar sua atuação na crise no Amazonas, a secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro disse ter encontrado uma situação caótica quando chegou a Manaus, no dia 3 de janeiro. Aos integrantes da CPI, ela afirmou, nesta terça-feira (25), que nunca viu nada igual em 30 anos de carreira na medicina. Falando na qualidade de testemunha, ela eximiu o governo federal de responsabilidade no colapso no Amazonas

“Não tinha testes para isolar as pessoas com a doença para que não houvesse novos contaminados. E o que me causou mais estranheza é que mais de 1,2 mil agentes de saúde foram dispensados de suas atividades”, afirmou. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Senado.

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