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Por Redação O Sul | 25 de fevereiro de 2020
Condenado na segunda-feira por estupro, o norte-americano Harvey Weinstein já foi considerado um dos produtores independentes mais poderosos em Hollywood. Há dois anos, o jornal The New York Times e a revista New Yorker revelaram acusações sexuais feitas por várias mulheres, incluindo atrizes famosas. As denúncias alavancaram o movimento “#MeToo” contra assédio e agressão sexual. Ele ainda foi expulso de sua empresa, “The Weinstein Company”, e da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. As informações são do jornal O Globo.
Nascido em março de 1952, em Nova York, Weinstein se formou na Universidade de Buffalo nos anos 1970. Na mesma década, ele e seu irmão, Bob Weinstein, fundaram a produtora independente Miramax, que, ao passar dos anos, foi ganhando destaque no ramo cinematográfico. Em 1993, a empresa foi adquirida pela Disney.
Após a compra feita pela Disney, os irmãos Weinstein continuaram a frente da empresa. No ano seguinte, lançaram “Pulp Fiction: tempos de violência”, dirigido por Quentin Tarantino. O filme foi um sucesso e marcou a expansão da companhia para ser uma das mais importantes do ramo.
Em 1998, mais um sucesso: “Shakespeare apaixonado”, que ganhou sete estatuetas do Oscars, incluindo de melhor filme. É o único Oscar da carreira de Weinstein.
Só que, em 2005, os irmãos Weinstein deixaram a empresa e criaram outra, a The Weinstein Company. A companhia produziu filmes premiados, como “Bastardos Inglórios” (2009), “O leitor” (2008), “O discurso do rei” (2010) e “Django Livre” (2012). Todos esses foram premiados no Oscar.
Ele seguiu na empresa até 2017, quando foi demitido após as acusações sexuais que vieram à tona. O julgamento do produtor começou em janeiro de 2020. Ele foi condenado por ataque sexual e estupro por um júri em Manhattan, nos Estados Unidos, na segunda-feira (24).
Ele era acusado de cinco crimes, e foi considerado inocente em três deles. A pena máxima que ele pode enfrentar é de 25 anos. A sentença deve ser anunciada em março, e o ex-produtor deve aguardá-la na prisão.
Weinstein foi absolvido da acusação mais grave, a de ataque sexual predatório – se ele tivesse sido condenado por esse caso, poderia ser enviado para a cadeia para o resto da vida. Esse é um dos casos mais emblemáticos do movimento Me Too, que inspirou mulheres a tornar públicos os casos de abuso sexual contra homens poderosos.
Os jurados do caso de abuso sexual de Weinstein chegaram a um veredito depois de cinco dias de deliberações. Weinstein tomou café da manhã em um hotel no centro da cidade. Ele chegou ao tribunal usando um andador, e aparentava estar de bom humor. O réu cumprimentou os jornalistas no hall de entrada e até parou para fotos. Weinstein, no entanto, não foi para a prisão de Rikers Island. Hora após ser condenado, ele passou mal e foi levado ao Hospital Bellevue, em Nova York, com palpitações cardíacas e hipertensão arterial, informou sua advogada, Donna Rotunno, à imprensa local.
O ex-produtor foi condenado por ter atacado sexualmente a ex-assistente de produção Mimi Haleyi e estuprado Jessica Mann, que foi aspirante a atriz. Ele alega inocência nos dois casos.
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