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Mundo Bernie Sanders é o pré-candidato presidencial do Partido Democrata que mais investiu em propaganda no Estado norte-americano de Nevada nesta campanha

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Senador americano Bernie Sanders. (Foto: Reprodução)

Bernie Sanders foi o pré-candidato presidencial do Partido Democrata que mais investiu dinheiro na campanha em Nevada e com a maior organização no Estado. Ele precisava de uma vitória com folga depois do empate virtual em Iowa e de uma vitória tímida em New Hampshire. Perder no Estado seria frustrante.

O democrata passou 20 dias em Nevada e gastou US$ 1,54 milhão em propagandas no Estado. Até a primária do sábado, ele possuía 21 delegados e brigava para obter a maioria dos 36 de Nevada. Agora, ele sai consolidado após vencer o caucus com uma larga vantagem em relação aos seus oponentes: com 60% da apuração concluída, ele tem 46% dos votos.

O ex-vice-presidente Joe Biden e a senadora Elizabeth Warren tentaram arrancar suas campanhas depois de resultados ruins nos primeiros dois Estados, enquanto o ex-prefeito de South Bend, Indiana, Pete Buttigieg e a senadora Amy Klobuchar buscavam provar que têm apelo entre o eleitorado mais diversificado de Nevada, mas Sanders saiu consolidado do Estado.

A campanha de Biden afirmava antes da votação que o segundo lugar em Nevada lhe daria fôlego para continuar rumo à indicação democrata. Ele também passou 20 dias em Nevada, mas seu investimento em propaganda no Estado foi de US$ 1,16 milhão.

Buttigieg testou em Nevada o apoio das populações latina e negra. Gastando US$ 1,26 milhão em propagandas no Estado e após ficar 24 dias no local, o ex-prefeito de South Bend tentou superar expectativas, mas não conseguiu.

Até agora, o candidato possuía 22 delegados, mas deve perder a liderança para Sanders. Em Nevada, ele deve ficar com a terceira posição, mas pouco distante de Biden.

Senador Sanders e os latinos

Violeta Álvarez é tão apaixonada pelo candidato democrata Bernie Sanders que ela chega a ser emocionar ao falar do senhor branco, de 78 anos, senador por Vermont, estado que fica a quase cinco mil quilômetros de Bell, cidade em que mora, na Califórnia.

“É a primeira vez na minha vida que vejo um candidato à Presidência vindo a Bell, essa cidade pequena”, diz Álvarez, de 53 anos, que trabalha como voluntária na campanha.

A campanha de Sanders tem colocado seus esforços em comunidades como Bell, uma cidade da classe trabalhadora, com uma população de 35 mil pessoas cuja maioria é latina. Esse pode ser o caminho para o candidato ser nomeado pelo Partido Democrata para concorrer contra o presidente americano, Donald Trump, nas eleições de novembro.

A equipe de Sanders afirmou que tem priorizado o aumento da proximidade com as comunidades de origem latina nos Estados Unidos, que costumam ser deixadas de lado durante o processo político no país. Pesquisas indicam que a estratégia tem valido a pena nos estados com grandes populações latinas, como Nevada, que fará o seu caucus no próximo sábado, além de Texas e da Califórnia, que farão suas prévias na Superterça, em 3 de março.

O apoio de Sanders entre latinos a nível nacional é de 29% — maior do que qualquer outro candidato democrata, segundo a média das pesquisas da Reuters/Ipsos divulgadas entre 22 de janeiro e 10 de fevereiro. Um novo levantamento, divulgado na última semana pela Universidade de Monmouth, mostra o senador à frente do ex-vice-presidente Joe Biden, seu principal adversário no momento nesse eleitorado, com uma diferença de sete pontos percentuais.

Esses eleitores se aproximaram de Sanders em um campo em que havia outros candidatos democratas mais próximos das comunidades latinas, como Julián Castro, descendente de mexicanos e ex-secretário de Habitação do Texas, que abandonou a corrida eleitoral em janeiro.

O senador, que é judeu, se baseou na origem de sua própria família para explicar suas políticas de imigração, incluindo o plano de desmembrar a agência de Imigração e Alfândega dos EUA, que Trump usou contra as pessoas que chegam ao país sem documentos.

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