Quarta-feira, 08 de Abril de 2020

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Brasil Uma pesquisa indica que quase metade das empresas brasileiras de construção civil não investem em inovação

O uso de drones é um dos itens capazes de agregar avanços. (Foto: Reprodução)

No segmento de construção, o investimento em inovação ainda é tímido no Brasil. Um levantamento realizado pela consultoria Delloite junto a 270 empresas mostra que 54% mantêm estratégias voltadas à inovação tecnológica nas áreas de engenharia, arquitetura, materiais e projetos, dentre outros. Já as demais 46% passam em branco nesse aspectop.

Mesmo entre aquelas que têm uma estratégia para inovação, o investimento é pequeno: 35% não sabem ao certo quanto aplicam na área; 23% dedicam até 1% do orçamento em inovação; 30% aplicam entre 1% e 5%; e só 12% aportam mais de 5% do orçamento. O porcentual é fraco.

Ainda segundo a Delloite, as empresas mais inovadoras do mundo, como Apple e Tesla, por exemplo, reservam pelo menos 5% do orçamento para pesquisa e desenvolvimento. Os principais motivos para o investimento baixo em inovação são recursos financeiros limitados, falta de cultura corporativa e de equipe exclusiva para o assunto.

Na enquete, os gestores dessas empresas afirmaram que gostariam de investir no ramo. As áreas que mais despertam interesse são inteligência artificial, análise de grandes dados (big data) e novos materiais de construção.

Exemplos

Dentre as inovações na construção civil brasileira consideradas fundamentais na atualidade podem ser mencionados cinco exemplos capazes de levar o setor a um novo patamar, com maiores eficiência e produtividade em um ambiente muitas vezes apegado a práticas mais ortodoxas.

– Uso de drones para análise de revestimentos e divulgação: a avaliação termográfica de revestimentos com uso de drones já é utilizada por construtoras, no acompanhamento de obras e como ferramenta-extra de marketing, qualificando aspectos como segurança e publicidade;

– Impressão 3D: no Brasil, uma startup vem trabalhando na impressão de módulos em microconcreto, em um procedimento que já é amplamente utilizado em outros países;

– Realidade virtual: a tecnologia de interface entre um usuário e um sistema operacional por meio de recursos gráficos em três dimensões ou imagens em 360º ajudam a criar sensação de presença por meio de ambientes virtuais, proporcionando uma completa imersão em um ambiente digital simulado em tempo real. Com a simulação, por exemplo, o cliente pode se sentir dentro da habitação e até solicitar modificações na planta;

– Inteligência artificial: a expressão se refere a máquinas capazes de resolver problemas que, até então, eram solucionados apenas pelos seres humanos. Isso é possível graças à alta capacidade de processamento computacional. É mais um campo fértil para as inovações na construção civil.  Um instituto da Suíça desenvolveu um robô autônomo com as mesmas habilidades que os operários, capaz de manipular diversos materiais, andar por terrenos desnivelados e montar estruturas com precisão milimétrica.

– “Internet das Coisas”: a IoT (Internet of Things) é uma das inovações na construção civil que tem causado transformações profundas no setor. Um dos campos é o da manutenção, com sensores instalados em telhados para monitorar o ciclo de vida dessas estruturas com maior precisão, evitando substituições antes do necessário. Da mesma maneira ocorre com elevadores e sistemas de ar-condicionado. Assim sendo, fornecem dados confiáveis sobre seu status de funcionamento. Logo permitem reduzir custos com manutenção.

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