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Mundo Santuário cristão incendiado por extremistas judeus em Israel é reaberto

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Cardeal celebra missa neste domingo (12) no santuário de Tabgha, em Jerusalém. (Foto: Reprodução)

O Santuário de Tabgha, importante local do cristianismo na Terra Santa, seriamente danificado há 20 meses por um incêndio provocado por extremistas judeus, reabriu neste domingo (12).

Duas áreas do complexo, onde suspeita-se que Jesus Cristo realizou o milagre da multiplicação dos pães, foram devastadas por um incêndio em junho de 2015. A Igreja da Multiplicação dos Pães, na margem noroeste do lago de Tiberíades (ou mar da Galiléia), no norte de Israel, não foi atingida pelo incidente.

O átrio da igreja foi reaberto depois de uma missa na presença de dignitários e doadores cristãos, incluindo o cardeal de Colônia, na Alemanha, Rainer Woelki.

“Depois de oito meses de obras, o átrio e a entrada da igreja da Multiplicação voltaram a ser abertos para visitantes de todo o mundo”, declarou Heinz Thiel, secretário-geral da Associação Alemã da Terra Santa, proprietária da igreja.

As obras de reforma custaram cerca de 950.000 euros, dos quais o Estado de Israel custeou 370.000, de acordo com um comunicado da Assembleia de igrejas na Terra Santa.

Três extremistas judeus foram indiciados pela Justiça por esse ato cometido por “ódio ao cristianismo”. Até agora nenhuma sentença foi pronunciada.

Há anos, os ativistas da extrema-direita e colonos realizam em Israel e nos Territórios Ocupados da Palestina, sob o lema “preço a pagar”, ataques e atos de vandalismo contra palestinos, árabes israelenses, locais de culto muçulmanos ou cristãos, e mesmo contra o exército israelense. (AG)

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