Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Saúde tenta proibir exportação de seringas e agulhas

Compartilhe esta notícia:

Ministério recebeu alerta sobre necessidade de planejar a compra desses insumos

Foto: Reprodução
No Brasil e no exterior, fabricantes pedem garantia de que não serão processados por eventuais efeitos adversos. (Foto: EBC)

Após o fracasso na primeira tentativa de compra de insumos para a campanha de vacinação contra o coronavírus, o Ministério da Saúde quer proibir a exportação de seringas e agulhas. No último dia 29, o governo federal só conseguiu encaminhar o contrato de 7,9 milhões dos 331 milhões (2,4% do total) de conjuntos destes produtos, procurados por meio de pregão eletrônico.

Em perfis institucionais nas redes sociais, o Ministério da Saúde chamou de “fake news” notícias sobre o desempenho do governo na busca por seringas. A indústria nacional de produtos hospitalares alerta o ministério desde julho sobre a necessidade de planejar a compra desses insumos.

O secretário-executivo da Saúde, Elcio Franco, enviou ofício ao Ministério da Economia no último dia 31, após o pregão, pedindo para incluir agulhas e seringas no rol de itens essenciais ao combate da epidemia. Por causa de um decreto assinado em junho pelo presidente Jair Bolsonaro, a exportação destes produtos pode ser proibida para evitar o desabastecimento no Brasil.

Segundo o edital do pregão, o ministério desejava receber a primeira parcela de dez milhões de unidades de vacinas 30 dias após a assinatura dos contratos. As vacinas também serviriam para a campanha contra o sarampo.

A data máxima planejada para a chegada dos insumos era 28 de fevereiro, mais de um mês após o dia 20 de janeiro, apontado como melhor cenário pelo governo para começar a imunização contra a covid-19. Se os preços estimados pelo ministério fossem seguidos, a compra de todas as 331 milhões de unidades somaria cerca de R$ 60,7 milhões

Franco, no ofício, afirma que proibir a exportação visa evitar “prejuízo” ao plano nacional de vacinação contra a covid-19. O ministério tenta ainda outra compra destes produtos por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Segundo o documento enviado à Economia, após o pregão fracassado, o Ministério da Saúde aumentou a expectativa de aquisição por meio desta organização de 40 milhões para 190 milhões de seringas e agulhas.

Bolsonaro culpou o mercado inflacionado pela dificuldade em realizar a compra. “Vocês sabem para quanto foi o preço da seringa? Aqui é Brasil. Sabem como está a produção disso? Como o mercado reagiu quando souberam que vão comprar 100 milhões ou mais de seringas?”, afirmou Bolsonaro em transmissão nas redes sociais no último dia 31.

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Paulo Henrique Fracarro afirma que a indústria nacional teria condições de oferecer cerca de metade das seringas procuradas pela pasta caso o lance mínimo permitido fosse mais alto. Ele diz que a produção destes insumos está mais cara pela variação do câmbio e inflação.

Apesar da falta de lances, Fracarro declara ainda que o ministério não deveria aceitar ofertas de produtos sem registro na Anvisa. “Não é porque não houve oferta de empresa brasileira que deve ser aceito um produto lá de fora, sem registro. Pode ser um oportunista nesse momento.”

Em nota sobre o pregão, divulgada no último dia 30, o Ministério da Saúde reconhece que três dos quatro itens procurados fracassaram “porque os lances ofertados pelos licitantes ficaram superiores ao preço estimado e mesmo com tentativas de negociação não foi possível chegar ao valor estabelecido, bem como alguns licitantes não apresentaram os documentos de qualificação técnica”, diz a pasta.

O ministério ainda afirma que o pregão está em andamento e a proposta de 7,9 milhões de unidades “carece de avaliação da documentação de habilitação técnica, bem como validação da proposta pela área demandante desta pasta.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Ildefonso Pavan
3 de janeiro de 2021 22:04

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rosa nessa altura da pandemia me diz aí quem seria o menos louco daqueles eleitos desde o Larápio até o Bolsonaro ?

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rosa
3 de janeiro de 2021 20:52

Esse e o Presso Eleger
Un Louco

Ildefonso Pavan
3 de janeiro de 2021 20:35

A que ponto nós chegamos , usar uma doença terrível para fazer negócios em pregões da bolsa de valores , uma vergonha sr. Presidente e todos os políticos de esquerda ou de direita se importar mais com o que vão lucrar ao invés de salvar pessoas da morte por esse vírus . o chifrudo está esperando vocês aguardem !

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rosa
4 de janeiro de 2021 09:19

Só Lenrando en 2010
81 Milhães de Brasileiros Forão
Vacinados en Trés Dias?

Que Saudade?
Nós Tinhamos un Governo ?

Ayresbueno Bueno
4 de janeiro de 2021 09:02

AGOREA SÓ FALTA QUE OS “APLICADORES DAS VACINAS” FAÇAM GREVE POR MELHORES SALARIOS E INSALUBRIDADE. HEHEHEHEHE ETA PAIZINHO DIFICIL ESTE – CRUZES

Astronauta conta como sobreviveu a um ano no espaço
Deputado Célio Moura sofre acidente em Tocantins; irmão morre
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x