Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de outubro de 2015
Em reunião realizada na terça-feira, na residência oficial da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi direto com os líderes da oposição: “Se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês é que vão me derrubar”, disse.
Na conversa, Cunha ainda demonstrava desconforto em relação à nota da oposição, divulgada no sábado, que defendia sua saída, mesmo o texto tendo sido negociado com ele. Em conversas mais reservadas, ele quer garantias de que conseguirá preservar o seu mandato.
Alguns partidos da oposição sinalizam que podem tentar segurar um processo de cassação contra o presidente da Câmara dentro do Conselho de Ética. Mesmo assim, no PSDB a avaliação é de que Cunha ainda pode fazer um acordo com o governo, caso perceba que não haverá os 342 votos necessários para abrir um processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Segundo relatos, o parlamentar disse na reunião que foi procurado por emissários do governo sinalizando uma tentativa de acordo. “Cunha vai pensar no que é melhor para ele”, disse um deputado do PSDB.
Até a reunião, a oposição queria fazer um aditamento a pedidos de abertura de processo de impeachment que já estavam em tramitação na Câmara, tática que foi atropelada durante o dia. A oposição decidiu, no início da noite de terça-feira, entrar com novo pedido de impeachment no Congresso Nacional.
A estratégia é incluir na solicitação de impeachment referências às chamadas “pedaladas fiscais”, prática de atrasar repasses a bancos públicos, do ano de 2014. Representação do MP (Ministério Público) encaminhada ao TCU (Tribunal de Contas da União) na última quinta-feira afirma que a prática continuou sendo adotada pelo Executivo neste ano. (AG)
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