Domingo, 04 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2019
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A audiência pública sobre a realização do plebiscito ouviu ontem um lado só, o dos que são contra a privatização de estatais. A Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, promotora do evento, convidou governistas. Não compareceram porque estão convictos de que o projeto que dispensa o plebiscito será aprovado hoje.
Temem a repetição
Antes, chamava-se Serviço de Segurança. Agora é Polícia Legislativa e passa hoje por teste: conter as galerias lotadas, quando os deputados vão debater, votar e aprovar o fim do plebiscito para privatizar estatais.
Invasão
A sessão de 23 de julho de 1997 foi tumultuada e tensa na Assembleia. Às 19h45min, 300 servidores públicos, que acompanhavam das galerias discursos sobre a venda da Companhia Riograndense de Telecomunicações, invadiram o plenário. Às 2h da madrugada, os deputados saíram da Assembleia, mas os manifestantes permaneceram no plenário. Exigiram que a retirada do projeto e não foram atendidos.
Fato raro
O ministro Paulo Guedes demonstra competência e segurança na área da Economia. Porém, vai adiante: não perdeu um debate com parlamentares nem ficou embaraçado com perguntas de jornalistas.
Bate forte
A CPI do BNDES ouve hoje Paulo Rabello de Castro, ex-presidente da instituição. Deixou o cargo em abril do ano passado para ser vice na chapa de Alvaro Dias à Presidência da República.
Sábado último, Castro publicou artigo no Jornal do Brasil em que provocou: “Somos abordados pelo Fisco em cada espaço de nossas vidas, desde quando acendemos a luz de casa, passando pelo caixa do supermercado, pela farmácia, na empresa e no holerite do salário mensal. (…) Quem governa não pode permitir que o discurso da esperança seja cerceado pelas grades que têm transformado a vida quotidiana do brasileiro num inferno e, o panorama da nossa economia, num pântano. Crescer só 2 por cento ao ano é totalmente contraditório com o discurso de uma reforma previdenciária redentora e trilionária.”
Palco de confrontos
A 23 de abril de 2009, a TV Justiça registrou o bate-boca durante sessão do Supremo Tribunal Federal.
Joaquim Barbosa: “Vossa Excelência me respeite. Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste País e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar, Saia à rua, faça o que eu faço.”
Gilmar Mendes: “Eu estou na rua, ministro Joaquim.”
Barbosa: “Vossa Excelência não está na rua, não. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro.”
Carlos Ayres Britto: ”Ministro Joaquim, vamos ponderar.”
Barbosa: “Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.”
Marco Aurélio Mello: “Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo.”
Barbosa: “Também acho. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de Vossa Excelência.”
Mendes: “Não. Vossa Excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade. Vossa Excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.”
A sessão seguiu com a temperatura alta. Ao longo dos últimos 10 anos, voltou a subir inúmeras vezes.
Sorte do Nordeste
A Petrobras anunciou ontem a existência de um promissor campo de petróleo e gás na bacia marítima de Sergipe e Alagoas.
Abaixo do Paralelo 30, aparece apenas o sonho de um porto muito pouco provável em Torres.
Dando palpite em tudo
O polêmico Olavo de Carvalho quer reviver a figura de Rasputin, místico russo e autoproclamado sabe-tudo, que se aproximou da família do czar Nicolau II e orientou o governo a seu bel prazer.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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